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Há mais 26 anos , apresento um programa de rádio intitulado "Canta Minas", na rádio Aranãs FM, de Capelinha MG, com enfoque para a música mineira em todas suas vertentes. Sempre fui apaixonado por música e rádio. Assim sendo, tomei a iniciativa de criar este blog com a finalidade de divagar um pouco sobre as minhas impressões durante os mais de 20 anos de programa. Além da música também sou apaixonado por História e Literatura. Aqui, publicarei crônicas, causos e outras lorotas a respeito de tudo que tenho vivido nesse pedaço de chão que é o Vale do Jequitinhonha. E como não pode deixar de ser, também escrevo sobre a minha querida terra natal, Corinto, e outras vivências pelo mundo afora que me ajudaram a construir uma história de gente comum, sem heroísmos, no entanto carregada pelos "sinais de humanidade"!!! Abraços Gerais!!!

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

PROGRAMA CANTA MINAS DE DOMINGO TRAZ COSTUREIRA ARTESÃ DE TURMALINA

No próximo domingo, dia 16 de setembro, o quadro "Ofício&Prosa - Saberes e Fazeres da Cultura Popular" do Programa Canta Minas, traz a entrevista feita por Tadeu Oliveira com a bordadeira e costureira de Turmalina, dona Maria Geralda Soares Chaves, conhecida como dona Baia. 

No ofício há mais de 50 anos, dona Baia já teve suas confecções usadas por Paulinho Pedra Azul, Rubinho do Vale e muitos outros apreciadores da cultura e da arte do Vale do Jequitinhonha. A principal característica de suas roupas é o fato de serem confeccionadas em pano de saco e com bordados delicados.

O programa Canta Minas vai ao ar todos os domingos a partir do meio-dia, através da Rádio Aranãs FM, de Capelinha. Você pode ouvir o programa pela internet através do site: http://www.aranasfm.com.br







quinta-feira, 9 de junho de 2011

MARINA JARDIM NA MOSTRA ARTE CIDADÃ

Mostra coletiva apresenta novos talentos das artes plásticas

Marina Jardim - Festa do Divino - óleo sobre tela - 50x70 cm

 Promovida pelo Espaço Cultural Zumbi dos Palmares da Câmara dos Deputados, a 5ª edição da Mostra Arte Cidadã apresenta trabalhos dos artistas D. Ottoni, Marina Jardim, Josafá Neves, Lisana Ratti, Gerson Guedes e Pamela Reis.
 
A Câmara dos Deputados inaugura nesta terça-feira (7), às 9h, a Mostra Arte Cidadã, que exibe obras de artistas de vários estados brasileiros. Promovida pelo Espaço Cultural da Câmara.

Entre os artistas participantes da 5ª edição da Mostra, estão D. Ottoni, Marina Jardim, Josafá Neves, Lisana Ratti, Gerson Guedes e Pamela Reis, que apresentam obras de técnicas e estilos diversos. O público poderá conferir desde pinturas de inspiração rupestre até telas influenciadas pelo Surrealismo.

A mostra fica aberta à visitação até o dia 30 de junho no Espaço Cultural Zumbi dos Palmares, Galeria do 10º andar, Anexo IV.

Marina Jardim

Natural de Rubim (MG), no Vale do Jequitinhonha,  a pintura de Marina Jardim é inspirada na cultura popular da região. Fez exposições em Minas Gerais e na Bahia e tem obras espalhadas no Brasil e no exterior. Criou também cartazes de festivais, ilustrou livros, capas e encartes de CDs de artistas mineiros. A infância é o tema principal das telas de Marina, que retrata brincadeiras, danças, folguedos, festas e folias com muita cor e movimento.

Serviço      
Mostra Arte Cidadã - 5ª edição
Local: Galeria do 10º andar, Anexo IV - Câmara dos Deputados
Visitação: 07 a 30 de junho de 2011, de segunda a sexta, das 9h às 18h
Entrada Franca
Livre para todas as idades
Realização Câmara dos Deputados

domingo, 17 de abril de 2011

ARTESANATO: DO VALE AO PLANALTO

Bonecas de barro criadas por artesãos do Jequitinhonha chamam a atenção de visitantes de mostra em Brasília. A presidente Dilma Rousseff e Michelle Obama se apaixonaram por elas

Walter Sebastião
Enviado especial ao Vale do Jequitinhonha
Jornal Estado de Minas


Escultura do Vale do Jequitinhonha,
com o quadro Abaporu ao fundo: dois
xodós da presidente  Dilma Rousseff
Foto: monique renné/cb/D.A Press
 Vem da pequena Santana do Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, um ícone do artesanato contemporâneo brasileiro: as bonecas de barro. De beleza e charme estonteantes, as morenas de argila, noivas e mães amamentando crianças encantam o mundo. Nesse distrito do município de Ponto dos Volantes, a 586 quilômetros de BH, mora dona Isabel Mendes. Há quatro décadas, ela inventou as esculturas que cruzaram as fronteiras do vilarejo e, atualmente, são também produzidas por artesãos de diversas cidades da região. Graças às bonecas, o Vale do Jequitinhonha ganhou fama de terra de gente simples e ligada às artes.

Às vésperas de completar 87 anos, dona Isabel é a mais famosa artesã brasileira. Há poucas semanas, ela foi homenageada pela presidente da República, na abertura da exposição Mulheres, artistas e brasileiras, que ficará em cartaz até 5 de maio no Palácio do Planalto, em Brasília. Dilma Rousseff fez questão de se levantar e cumprimentar carinhosamente a conterrânea. A pedido da petista, as peças mineiras foram incluídas na mostra.

Quando o presidente Barack Obama visitou o país, Dilma, pessoalmente, apresentou as bonecas de cerâmica a Michelle Obama. A estrela da exposição é o quadro Abaporu, de Tarsila do Amaral, mas a primeira-dama americana se encantou com a perfeição dos detalhes das esculturas mineiras.

A mostra brasiliense reúne bonecas de Maria José Gomes da Silva (Zezinha) e de Irene Gomes da Silva, de Coqueiro Campo, distrito de Minas Novas. Também expõem lá Glória Maria Andrade e Andreia de Andrade (filha e neta de dona Isabel), Mercinda Severo Braga e Amadeu Mendes Braga (filho e nora da premiada artesã).

Prazer

Sentada na sala da casa da filha em Itinga, cidade do Vale do Jequitinhonha, dona Isabel Mendes não esconde a satisfação de ver a família seguindo a trilha aberta por ela. “É um prazer para mim e para eles. Vem gente de longe ver o que fazemos”, comenta. A alegria tem motivo: foi ela quem ensinou o ofício aos parentes e a muita gente de Santana do Araçuaí. Receita: colocar o necessário e retirar o excesso. “Fazendo isso, dá tudo certo”, garante.

“Quando a gente vai trabalhar, espera a felicidade, mas não sabe como ela vai chegar. É espera. Deus é que chega, quando chega. Ele é prazer para quem está fazendo cerâmica e para quem vê a peça”, ensina dona Isabel. As bonecas surgiram na vida dela por um motivo: “Não tinha outra arte para seguir”. Criança, morava na fazenda, longe da cidade, “num tempo sem facilidade de trabalho nem aposentadoria para os mais velhos”. Restava aos pais encaminhar a filharada para a lavoura. Desde muito pequena, Isabel escapou desse destino. A garotinha assistia à mãe e à avó fazendo potes e panelas de barro, às vezes para vender. Pela qualidade, as peças eram “muito consideradas pelo povo”, relembra.

“Sempre quis mexer com barro, mas inventei de modificar o que eles faziam criando flores, presépios e bichos, coisas que o povo não conhecia. Com 7 anos, tinha inteligência para fazer tudo isso.” A mãe, admirada, quis saber quem ensinara aquilo a Isabel. “Deus”, ouviu da garota, que se valeu do barro para inventar algo a que não tinha acesso: brinquedos. “Já tinha ouvido falar de boneca, mas nunca vi uma”.

Pensei: ‘Deve ser parecido com gente.’ E inventei uma para mim”, conta a artesã, rindo. As primeiras tinham corpo de barro, peito e cabelo de cera, pernas e braços de galho. E roupas de papel de seda. “Na época de muitas bonecas de louça e de plástico, inventei a de barro”, afirma ela, orgulhosa.

Já dona de casa, Isabel buscou formas de aumentar a renda da família. Voltou à infância, retomou a brincadeira e criou bonecas maiores. Caprichou, aprimorando o rosto e as mãos de suas criaturas. “O trabalho foi me ensinando: os pensamentos que davam certo, eu continuava. Experimentei muito”, revela. “As bonecas são a minha experiência, o que penso e o meu sentir. Ninguém me inspirou, fui eu que ensinei às pessoas como fazê-las. O vale é grande, tem muita gente de ideia boa. Um artesão foi passando o jeito para o outro e, hoje, tem gente que nem conheço fazendo boneca. Meu desejo é que as pessoas continuem levando o trabalho para a frente, ajudando o povo”, diz.

Dona Isabel chama a atenção para a importância social do artesanato, sobretudo no Vale do Jequitinhonha. “Ele ajuda muitos pais de família, permite que rapazes não tenham de ir longe para procurar emprego”, observa, sem esconder a preocupação. A idade obrigou Isabel a reduzir a produção. Agora, os filhos a ajudam a mudar as figuras de posição, mas ela não deixa ninguém tocar em suas criaturas antes de ficarem prontas. A artesã vai bem de saúde, apesar de alguns problemas e da impaciência com os médicos. Até gostaria de fazer um tratamento completo, mais rápido. “Mas isso custa caro”, pondera.


O começo

A origem das bonecas de barro vem das tampas de bilha em forma de rosto que começaram a ser feitas por dona Isabel e dona Placina (já falecida), em Santana do Araçuaí, provavelmente a partir da década de 1970, explica Joubert Cândido, coordenador da galeria do Sesc MG, em Belo Horizonte. O progressivo domínio da técnica permitiu a transformação da bilha – pequena vasilha de gargalo estreito – em corpo, ganhando braços, vestidos com estampas e flores. Mais tarde, surgiram as figuras femininas com seus bebês.


Dona Isabel criou rostos com o queixo levantado, interpretados como signo da afirmação feminina. Gradativamente, as bonecas de barro começam a ser feitas por outros artesãos não só em Santana do Araçuaí, mas em Campo Alegre e Caraí. Joubert Cândido explica que só recentemente, pelas mãos de Zezinha, em Coqueiro Campo, apareceram figuras com pernas ou pés cruzados, técnica aprendida fora do Vale do Jequitinhonha.

Fonte: Jornal Estado de Minas - Caderno EM Cultura - Domingo, 17 de abril de 2011.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

EXPOSIÇÃO - VIDA DE BARRO: A ARTE DO JEQUITINHONHA

Espaço reúne obras de artesãos da região do Jequitinhonha

Foto: Divulgação

A riqueza cultural do Vale do Jequitinhonha é representada por artesãos que transformam o barro em objetos artísticos repletos de magia, cores e formas.

A exposição Vida de barro: a arte do Jequitinhonha reúne várias obras de artistas da região no Espaço Cultural da V & M do BRASIL. O espaço ainda com decoração e comidas típicas.

Um dos artistas expositores é Ulisses Mendes, da cidade de Itinga MG, que através de várias gerações molda no barro a vida dramática de quem vive no campo, devido à dureza e às más condições de vida e trabalho. Suas principais obras são o Cristo Lavrador e a Lavadeira.

Além dele, mais 21 artistas participam da coletiva. As peças ficarão expostas até o dia 11 de março.

Horário: segunda a sexta-feira, das 9h às 17h

Observações: Visitas pré-agendadas com Robson Soares: (31) 3328-2840 | (31) 9967-2840

Data: até 11 de março

Endereço: Av. Olindo Meireles, 65, Barreiro - BH

Local: Espaço Cultural da V & M do BRASIL


Fonte: Site BH Eventos