Seja bem vindo(a)!!!





Há mais 26 anos , apresento um programa de rádio intitulado "Canta Minas", na rádio Aranãs FM, de Capelinha MG, com enfoque para a música mineira em todas suas vertentes. Sempre fui apaixonado por música e rádio. Assim sendo, tomei a iniciativa de criar este blog com a finalidade de divagar um pouco sobre as minhas impressões durante os mais de 20 anos de programa. Além da música também sou apaixonado por História e Literatura. Aqui, publicarei crônicas, causos e outras lorotas a respeito de tudo que tenho vivido nesse pedaço de chão que é o Vale do Jequitinhonha. E como não pode deixar de ser, também escrevo sobre a minha querida terra natal, Corinto, e outras vivências pelo mundo afora que me ajudaram a construir uma história de gente comum, sem heroísmos, no entanto carregada pelos "sinais de humanidade"!!! Abraços Gerais!!!

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ESCRITORA TURMALINENSE TOMA POSSA EM ACADEMIA DE ARTES NO RJ


Poeta e contista, Janeuce vai tomar posse como membro correspondente da ARTPOP


Janeuce durante lançamento do livro de memórias “Joia de Família”



A poeta e contista Janeuce Cordeiro Maciel, que está completando mais um ano de vida nesta quarta-feira (10/10), vai tomar posse, em novembro, como membro correspondente da Academia de Artes de Cabo Frio (ARTPOP).

A cerimônia será no Teatro Municipal Inah de Azevedo Murad, em Cabo Frio (RJ), durante evento acadêmico e cultural em que, além da posse dos novos acadêmicos, haverá entrega de diplomas e medalhas, apresentação artística e coquetel de confraternização.

Janeuce, que é natural de Turmalina, cidade localizada no Vale do Jequitinhonha, foi indicada para a ARTPOP pelo poeta, jornalista e acadêmico A. Zarfeg, que conhece os trabalhos literários da poeta mineira há algum tempo.


Janeuce é autora de “Joia de família”, livro em que narra as reminiscências de sua família, e “Olho Turmalina, vejo sua gente”, um relato poético feito a quatro mãos com a amiga e parceira Gilda Gomes de Macedo.

Além dos livros publicados, ela é autora de contos e artigos, alguns dos quais publicados em jornais e revistas de Minas Gerais. Isso, evidentemente, sem contar os poemas inéditos. Essa produção, aliás, valeu à poeta a indicação para a Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO), da qual Janeuce se tornou membro correspondente em 2011. 

“Se não bastasse o talento literário, Janeuce tem serviços relevantes prestados ao povo de Turmalina, seja como educadora ou garimpeira dos costumes e tipos locais”, afirmou A. Zarfeg.

Como membro correspondente da ARTPOP, Janeuce terá mais um canal para propagar a boa arte que vem das Gerais, especialmente do Vale do Jequitinhonha, celeiro de diversas manifestações culturais, como a música, a dança, a culinária e, também, a literatura.

“Será um prazer tê-la como confreira, Janeuce. Seja muito bem-vinda”, afirmou Vanessa Rodrigues, secretária-geral da ARTPOP.

Fonte: Flecha News



sábado, 11 de fevereiro de 2012

VIVEMOS A CULTURA DA DESORIENTAÇÃO?

Por Tadeu Oliveira

Recentemente li o livro A cultura-mundo: resposta a uma sociedade desorientada, de Gilles Lipovetsky e Jean Serroy, lançado pela Companhia das Letras, que aborda com profundidade os efeitos provocados pela cultura de consumo no mundo atual, nossas relações interpessoais e as experiências imediatistas que o novo consumidor cultural requisita.

Esta forma de relação, ao mesmo tempo em que nos dá a sensação de bem-estar material e físico, de autonomia e livre escolha oferecidos pela enorme diversidade de meios de comunicação e de informação, provoca também incertezas, dependências, indecisões e inseguranças em relação à nossa identidade.

Para exemplificar, basta observarmos as nossas relações sociais e afetivas que acentuam o sentimento de solidão e de individualidade: “são milhares de pessoas conectadas umas às outras mundo afora e, ao mesmo tempo, são milhares de pessoas com a sensação de isolamento”.

Ao longo de quase 14 anos residindo e convivendo com diversas pessoas das mais variadas classes sociais na região do Médio Jequitinhonha observa-se que, a despeito da carência de capital social, educacional e econômico, historicamente forjou-se um capital cultural calcado na oralidade para transmitir saberes e fazeres incorporados pelas pessoas que habitam a região e que torna-se sua maior força coletiva.

Nas minhas andanças pelo Vale do Jequitinhonha afora e adentro, conheci pessoas ligadas a visões tradicionais do mundo, com valores morais e regras de convívio sociais específicos que refletem na diversidade de ser dessas pessoas. São contadores de causos, benzedores, repentistas, artesãos, na maioria analfabeta, no entanto repletos de sabedorias centenárias.

Seu Geraldo e as primeiras violas
Lembremos do Sr. Geraldo Pinheiro, conhecido como Geraldo da Viola, que participou como convidado do Canta Minas dando ao programa um caráter bem próximo das camadas populares devido ao seu jeito simples de expressar. Posteriormente, ele nos surpreendeu ao revelar-se luthier autodidata (ou fazedor de violas, como ele mesmo prefere se autodenominar). Hoje ele continua abrilhantando um outro programa matinal da Aranãs FM com suas prosas e tiradas bem ao gosto popular.

Tão logo o programa volte ao ar, pretendo criar um quadro mensal com mestres de ofício visando à valorização dos saberes e fazeres da cultura popular que estão se perdendo por causa do desenvolvimento tecnológico e das novas formas de comunicação.

A facilidade e o acesso a novas tecnologias aliadas à responsabilidade social poderiam ser facilitadores na condução das políticas culturais que promovessem pesquisas e valorização destes saberes e fazeres, cabendo principalmente aos jovens de hoje o papel de preservar os valores tradicionais, atitude primordial para a afirmação de nossa identidade, embora ele também tenha toda a liberdade de criar novas formas de expressão cultural que estão ligadas ao seu tempo. Isso com certeza preencheriam o vazio existencial pelo qual atravessamos nos nossos dias.

Ao ler A cultura-mundo, me veio à cabeça a célebre frase de um outro livro, Alice no país das maravilhas: “para quem não sabe para onde vai qualquer caminho serve”, pergunta que coloca em cheque quem quer que se encontre perdida sem sabe pra onde ir. Talvez a resposta mais coerente para esta sociedade desorientada seria “quem não sabe para onde está indo devia ao menos saber de onde está vindo”.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

REGISTRO AQUI A MINHA HOMENAGEM AOS MORTOS

Na foto, Clizeuda curtindo o Galpão Cultural de 2011

Nesse dia de Finados, rendo homenagens a todos os mortos, de todos os lugares e de todas as eras, relembrando a saudosa Cliseuda Damasceno, figura ímpar da cidade de Capelinha que falaceu no dia 11 de agosto de 2011. Clizeuda é símbolo de alegria e irreverência e não pode ser esquecida.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

VALDÊNIA: EXEMPLO DE GENEROSIDADE E HUMILDADE


Valdênia - Fonte da foto: museudapessoa.net

Na última sexta-feira, dia 18/02, a apresentadora Ana Maria Braga do programa global “Mais Voce”, exibiu uma belíssima reportagem sobre Almenara MG, cidade localizada no Vale do Jequitinhonha. E uma vez mais o programa deu destaque para o Coral das Lavadeiras de Almenara, cuja matéria foi realizada pela competente repórter Nádia Bochi e sua equipe. Indico os links abaixo e assistindo-os, creio que possamos compreender de fato o que significa generosidade e humildade. Mesmo (con)vivendo, conhecendo e sabendo da capacidade extraordinária do povo do Vale Jequitinhonha diante das adversidades, é impossível ficar insensível com este exemplo de vida.

No entanto recorro-me à uma frase cunhada pela minha amiga Bel Chiordi: Nenhuma situação de vida é “natural e imutável”. Infelizmente, por longos anos as elites políticas impuseram ao povo pobre e simples do Vale do Jequitinhonha a exploração da miséria de forma que as carências sejam vistas como naturais e, consequentemtente, imutáveis. Bel torna nos lembrar que muitos dos que moram por aqui “continuam achando que é assim mesmo. Como se fosse uma sina. Aliás, não são poucos os (...) que continuam (...) a reproduzir as histórias hoje inclusive mais violentas e trágicas porque ganharam as cores das drogas além do álcool (...) e a banalização da vida como um todo”.

Ao assistir o exemplo dado por Valdênia não há como discordar da repórter Nádia Bochi: “Não tem como não mudar depois de uma viagem dessa. Você muda o jeito de ver as coisas. Eu sou outra pessoa especialmente depois dessa visita”.

Confira nos links abaixo:


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

CURIOSIDADE: DEMOCRACIA NO FUTEBOL DE TURMALINA

Antes e após os clássicos disputados entre o Cruzeiro e o Atlético, ouve-se sempre notícias sobre confrontos de torcedores e não são raras as vezes que há morte de pessoas, a maioria jovens.

Enquanto as autoridades tentam coibir a violência adotando atitudes como a torcida única nos clássicos, principalmente após o fechamento do Mineirão para a  reforma visando a Copa de 2014, e o aumento do contingente de policiais nos pequenos estádios utilizados atualmente, ainda assim tais procedimentos têm sido insuficientes para coibir os atos de  violência provocados por inescrupulosos. Basta ouvir as resenhas esportivas pelos rádios ou abrir os jornais um dia após o clássico para a gente se dar conta de tanta barbaridade.

Felizmente, ainda encontramos atitudes interessantes por esse Brasil afora que poderiam ser copiadas pelos torcedores das organizadas. É o caso de Cássio, funcionário dos Corrreios em Turmalina, que trabalhou algum tempo aqui em Capelinha. Cássio é atleticano roxo, como dizem por aí. E como todo atleticano que se preze, tem paixão pelo preto e branco e aversão pela cor celeste. Mas Cássio é protagonista de algo inusitado. 
  

Foto: Revista Q Público-Julho de 2010

O seu time de coração na cidade de Turmalina, o Saudade F. C. que sagrou-se o campeão da cidade no ano passado ao disputar o campeonato de bairros promovido pela Secretaria Municipal de Esportes de Turmalina, tem as cores do seu uniforme em azul e branco.

Foto: Tadeu Oliveira
Cássio resolveu o problema de uma forma muito interessante. A torcida organizada do Saudade, cuja camisa é branca com detalhes em azul na lateral até debaixo das axilas e escudo também azul, para tê-lo nas arquibancadas incentivando o time teve que abrir uma exceção. Cássio só admitia vestir a camisa desde que ela tivesse algum detalhe preto. Então, sua camisa é branca e ao invés do tradicional azul no detalhe lateral, a mesma foi confeccionada em preto. E assim, ele encontrou um jeito de torcer para um time azul sem perder a sua identidade alvinegra.