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Há mais 26 anos , apresento um programa de rádio intitulado "Canta Minas", na rádio Aranãs FM, de Capelinha MG, com enfoque para a música mineira em todas suas vertentes. Sempre fui apaixonado por música e rádio. Assim sendo, tomei a iniciativa de criar este blog com a finalidade de divagar um pouco sobre as minhas impressões durante os mais de 20 anos de programa. Além da música também sou apaixonado por História e Literatura. Aqui, publicarei crônicas, causos e outras lorotas a respeito de tudo que tenho vivido nesse pedaço de chão que é o Vale do Jequitinhonha. E como não pode deixar de ser, também escrevo sobre a minha querida terra natal, Corinto, e outras vivências pelo mundo afora que me ajudaram a construir uma história de gente comum, sem heroísmos, no entanto carregada pelos "sinais de humanidade"!!! Abraços Gerais!!!

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

MÚSICA NAS ESQUINAS E NAS PRAÇAS


Há exatamente dez anos, o poeta e cronista Fernando Brant escrevia esta crônica citando a participação do Coral Vozes das Veredas no 2º Festival de Corais de Belo Horizonte/2004. Esta crônica, que reproduzo abaixo, com certeza contribuiu imensamente para dar visibilidade ao trabalho junto à Adecave e abriu novas possibilidades para o coral de Veredinha. Confira:

MÚSICA NAS ESQUINAS E NAS PRAÇAS(*)
Por Fernando Brant

"As vozes de Três Corações, Itabirito, Uberaba, Veredinha, Belo Horizonte e do grupo Equale, do Rio de Janeiro, soaram em várias praças de nossa cidade"

A cidade foi invadida por vozes de meninos e meninas, de moças e rapazes, homens e mulheres. É só questão de idade e sexo, pois eu poderia dizer, e estaria certo, que Belo Horizonte foi possuída pelo canto de brasileiros vindos do interior, de fora de Minas e da capital. Pelo segundo ano seguido, os corais tomaram conta de nossas praças e espalharam harmonia, melodia e poesia por nosso novembro. Não sei se os meios de comunicação se interessaram, como deveriam, pelo acontecimento, mas quem soube, e apareceu para ver e ouvir, teve a oportunidade de se emocionar com a diversidade e beleza do canto coletivo.

O canto que bateu aqui veio de lugares distantes; de Veredinha, por exemplo. Mais de 30 crianças, a maioria meninas, colocaram em estado de graça o público que assistiu ao som e aos gestos de sua apresentação. Não sei se vocês sabem de Veredinha. É uma pequena cidade fincada no meio do Vale do Jequitinhonha, que tem Diamantina como porta de entrada e desfila povoações com nomes singelos como Capelinha, Minas Novas, Turmalina e Carbonita. Pois foi de lá, do fundo mais fundo do vale, pobre materialmente e rico em cultura, que o maestro Tadeu Oliveira trouxe o sublime cantar de suas meninas e meninos. Ouvir Itamarandiba, minha e do Milton Nascimento, cantada e interpretada por pequenos anjos negros, foi de arrepiar.


São coisas de responsabilidade do maestro Lindomar Gomes, um singelo encantador de notas musicais e de pessoas, que leva a vida sonhando e realizando sonhos. As idéias, sempre boas, surgem em sua cabeça, ele se entusiasma e logo sai à luta para torná-las fatos concretos. Não é de hoje que ele espalha música popular brasileira pelas igrejas de Minas. Diante do altar da religiosidade, as pessoas simples do povo ouvem com devoção as canções dos criadores populares de sua terra. O lugar de orar vira o lugar de cantar e essa é uma reza que sabemos fazer muito bem.


Tem asas o nosso maestro. O engraçado é que sua calma e sua voz mansa não parecem combinar com o empreendedor que ele é. É que nos acostumamos a encontrar, no mundo amalucado em que vivemos, a competência empresarial ser associada a pessoas que berram, atropelam os semelhantes e desrespeitam todas as normas mínimas de educação. Lindomar é da delicadeza e da eficiência. Rege sua turma com a fineza do maestro que é. Sua equipe de produção funciona como um naipe de vozes afinadas. Por ser tranqüilo e por liderar com sabedoria, os moços e moças que trabalham ao seu redor estão sempre alegres, dispostos e, por isso, belos.

As vozes de Três Corações, Itabirito, Uberaba, Veredinha, Belo Horizonte e do grupo Equale, do Rio de Janeiro, soaram em várias praças de nossa cidade, no último fim de semana. A beleza vale a pena. Ano que vem tem mais.

(*) Fonte: Esta crônica foi originalmente publicada no caderno EM Cultura do Jornal Estado de Minas do dia 01/12/2004. 
Também o integra o livro "Casa Aberta", que reúne diversas crônicas de Fernando Brant, publicado pela Editora Edubolsinho, Sabará-MG, 2012.

Leia também: 

O CANTO QUE VEIO DO FUNDO MAIS FUNDO DO VALE

ARTIGO: MÚSICA E MINEIRIDADE (1ª PARTE)


ARTIGO: MÚSICA E MINEIRIDADE (2ª PARTE)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O CANTO QUE VEIO DO FUNDO MAIS FUNDO DO VALE

"Ao perguntar ao maestro Lindomar Gomes o que o levou a apostar num coral desconhecido a ponto de convidá-lo para um evento tão grandioso tendo como referência apenas uma singela página de internet criada por mim, respondeu: 'a simplicidade e pureza'. E ao perguntá-lo novamente se isso por si só isso já seria suficiente para emocionar as pessoas a ponto de levá-las ao choro, ele novamente me respondeu:
'o coral de Veredinha toca o coração das pessoas porque canta com o fogo do amor'”.


 O coral em sua primeira apresentação no Museu Abílio Barreto/Bh em 2004.
Foto: Arquivo Canta Minas

Por Tadeu Oliveira

“Assim, se passaram dez anos”. Mas parece que foi ontem. Outro dia mesmo, o Coral Vozes das Veredas, dava os seus primeiros passos para cantar em outras plagas. Após três anos da sua fundação, eis que surgia uma oportunidade ímpar de participar do 2º Festival de Corais de Belo Horizonte, nos dias 26, 27 e 28 de novembro 2004, que homenageava o Clube da Esquina. O convite fora feito pelo idealizador e realizador do evento, o maestro Lindomar Gomes muito bem definido pelo poeta Fernando Brant como “um singelo encantador de notas musicais e de pessoas, que leva a vida sonhando e realizando sonhos”. O convite veio a calhar e nós audaciosa e despretensiosamente aceitamos. Afinal, desde a sua criação pela Adecave – Associação de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente de Veredinha – em agosto de 2001, que o Coral cantava e encantava o Médio Jequitinhonha. As cidades de Capelinha, Turmalina, Minas Novas, Berilo e Francisco Badaró já haviam se embevecido com as melodias e harmonias emanadas pelas vozes de Veredinha.

A euforia e a ansiedade tomavam conta de nós naqueles dias. Eu e Mirinha, uma das coordenadoras do projeto da Adecave, cuidávamos dos preparativos para o grande evento buscando apoio e recursos para logística, escolhendo repertório, convidando músicos para acompanhar o coral, organizando ensaios e realizando oficinas com abordagens comportamentais e relações interpessoais com a psicóloga Lílian Murta. Até que chegou o dia de tomarmos o rumo da capital mineira para lá cantarmos pela primeira vez. Se para mim que apesar de já ter morado em Belo Horizonte nos anos de 1980 sentia-me como estivesse entrando num território desconhecido, imagine o que aquilo tudo poderia representar para aquelas crianças com idade entre sete e dez anos que mal conheciam os arredores de Veredinha!

A nossa primeira participação aconteceu na noite do dia 26 de novembro de 2004, sexta-feira, no museu Abílio Barreto após percorrermos por um dia inteiro os quase 500 km que separa Veredinha de Bh. Assim que chegamos com aquele bando de crianças com roupas em algodão cru, Mirinha e eu nos entreolhamos e sussurrei entredentes: – “Meu Deus do céu! O que viemos fazer aqui?” – acompanhado de um enorme frio na barriga e um aperto no coração. Mirinha corroborou meus sentimentos acrescentando que devíamos nos manter serenos para não transparecer qualquer insegurança. Não saberia precisar quanto tempo passou desde nossa chegada até a hora de nos apresentar. Foram momentos tensos e aflitivos. O ambiente tornara-se contraditoriamente inóspito apesar da beleza do Museu Abílio Barreto com seu casarão colonial e da recepção carinhosa e calorosa do maestro Lindomar Gomes e sua equipe. Nosso figurino, confeccionado em tecido próprios para sacos e com detalhes em chita colorida e totalmente diferente dos padrões adotados pelos corais que se via por ali, nos expunha ainda mais aos olhares curiosos. Outro fator altamente inibidor era o público presente, bem diferente daquele os quais já havíamos apresentado.

Logo que subimos ao palco, como um coro de anjos mestiços, o sublime cantar das meninas de Veredinha enfeitiçou os presentes.  Iniciamos com dois cânones que sempre abrem nossas apresentações: “Oração Indígena” e “Saudação Africana”. Como fumaça, os receios se dissiparam e logo seguida a gente cantou “Cantiga pra Lira” de Rubinho do Vale. Faltava ainda cantar uma música do Clube da Esquina e quando o coral cantou “Itamarandiba” de Milton Nascimento e Fernando Brant, a plateia já nos ovacionava. Plateia esta que contava com a presença do poeta e compositor Fernando Brant que naquela semana, mais precisamente no dia primeiro de dezembro de 2004, escreveria muitos elogios ao Coral de Veredinha na sua crônica semanal no jornal Estado de Minas, intitulada “Música nas esquinas e nas praças”, que mais tarde integraria o livro “Casa Aberta” pela editora Dubolsinho.

Brant, Márcio Borges, Murilo Antunes e Toninho Horta
Vivenciamos ainda muitas outras emoções. Eu e o músico Fábio Cordeiro assistimos a um animado bate papo sobre o Clube da Esquina com Toninho Horta, Fernando Brant, Márcio Borges, Murilo Antunes, integrantes do movimento, no Espaço Cultural Phoenix da Universidade Fumec. E na companhia dos músicos Toninho Iglésias e César Loredo nos inebriamos aos sons do grupo carioca Equale, Affonsinho, Tavito, Telo Borges, Toninho Horta, 14Bis e Trio Amaranto na praça de Santa Tereza e na praça em frente a igrejinha da Pampulha.

Aliás, estas duas praças nos reservaram momentos jubilosos e extasiantes. Durante o dia, só se ouvia falar do coral e várias pessoas nos acompanhavam por onde fôssemos cantar. Na noite do dia de 27 de novembro o enorme público na Praça Duque de Caxias, em Santa Tereza, foi ao delírio na apresentação do Coral Vozes das Veredas. E lá, nos despedimos do Festival e agradecemos o carinho do público e dos organizadores, pois no dia seguinte o coral participaria do programa televisivo Dedo de Prosa, do capelinhense Juninho Elisiário, e faríamos um passeio com as meninas num shopping acatando sugestão de Rubinho do Vale. Para nossa surpresa, mal o programa terminou duas belas moças da organização do festival nos esperava e nos “intimou” a comparecer à praça da igrejinha da Pampulha por ordem do público presente. Não é preciso dizer que as crianças rejeitaram a ideia. Ao argumentar que, se nos propusemos a participar do Festival, deveríamos acatar o pedido, meu argumento as levou a irredutibilidade. Então, tive que apelar para os versos do poeta que diz que “todo artista tem de ir aonde o povo está”.

Cantando na Pampulha
Mal descemos do ônibus na Pampulha e ouvimos o locutor anunciar entusiasticamente: “acaba de adentrar a praça o coral de Veredinha”. A praça foi ao delírio transformando as expressões carrancudas dos rostos infantis em largos sorrisos. Após o desfile de inúmeros corais pelo palco, antes do 14Bis fechar as cortinas do 2º Festival de Corais, as Vozes das Veredas incendiou o público. Surgia assim, para o cenário do canto coral de Minas Gerais, um canto novo do cantinho mais fundo do fundo do Vale do Jequitinhonha. 

Fernando Brant, Tadeu Oliveira e
o maestro Lindomar Gomes
Primeiro coral do Vale a cantar nesse evento, a história das Vozes das Veredas se entrelaçou à história do Festival de Corais de Belo Horizonte que se transformou no FIC - Festival Internacional de Corais. E minha trajetória pessoal no canto coral ganhou novos caminhos e experiências. Um dia, ao perguntar ao maestro Lindomar Gomes o que o levou a apostar num coral desconhecido a ponto de convidá-lo para um evento tão grandioso tendo como referência apenas uma singela página de internet criada por mim, respondeu: “a simplicidade e pureza”. E ao perguntá-lo novamente se isso por si só já seria suficiente para emocionar as pessoas a ponto de levá-las ao choro, ele novamente me respondeu: “o coral de Veredinha toca o coração das pessoas porque canta com o fogo do amor”. Isso explica a minha grande paixão por este grupo de meninas, pela cidade de Veredinha e pelo Vale do Jequitinhonha. E para finalizar, assim como iniciei esse texto com o primeiro verso de uma versão de Lourival Faissal para a composição de Rafael Hernández cantada pela baiana Gal Costa, encerro com o último verso da mesma canção: “E o resto desse romance só sabe Deus”.

terça-feira, 25 de março de 2014

CORAL DE VEREDINHA É CONVIDADO ESPECIAL DO SHOW "AS ONHAS DO JEQUI"



No dia 23 de fevereiro, quando se realizou o Seminário "Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural" na cidade de Araçuaí, o diretor executivo do ValeMais - Instituto Sociocultural do Jequitinhonha, Guilardo Veloso e o poeta e compositor Gonzaga Medeiros oficializaram convite para o Coral Vozes das Veredas participar do show "As Onhas do Jequi - 30 anos", dentro do projeto "Quando o Jequitinhonha Canta e Dança". 

Segundo Guilardo Veloso, o Coral de Veredinha foi escolhido "por ser um trabalho considerado pela crítica especializada muito importante de cultura e inclusão social, envolvendo jovens do Jequitinhonha, mas também pela dedicação, competência e seriedade da pessoa do coordenador e regente, Professor Tadeu Oliveira."

Criado em agosto de 2001 pela Associação de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente de Veredinha – ADECAVE, o Coral Vozes das Veredas foi o primeiro trabalho de conto coral realizado por mim. Além do coral de Veredinha, trabalhei com o Coral Mali Martin na cidade de Itamarandiba, com o Coral Zabelê na cidade de Turmalina e com o Coral Plantar na cidade de Curvelo.

Depois de se apresentar nas cidades de Capelinha, Turmalina, Minas Novas, arbonita, Francisco Badaró, Berilo, Itamarandiba, Diamantina, Couto Magalhães de Minas, Angelândia e Araçuaí,  todas no Vale do Jequitinhonha, e nas cidades de Corinto e Itabira, em 2004 o Coral participou do 2.º Festival de Corais de Belo Horizonte, atualmente conhecido como FIC – Festival Internacional de Corais,  evento que faz parte do calendário cultural oficial do estado e que homenageou o Clube da Esquina, cantando para um público estimado em mais de 10 mil, tornando-se a grande atração do evento. A partir daí, o Coral sempre se fez presente nas edições seguintes do FIC – Festival Internacional de Corais de Belo Horizonte.

Em 2005, o Coral gravou o seu primeiro CD, intitulado “Um Canto Novo Num Cantinho do Vale” através de recursos subsidiados pela Secretaria de Estado da Cultura de Minas.

Em 2006, participou do show Vozes do Vale, dentro do projeto Vale: Vozes e Visões, A Arte Universal do Jequitinhonha realizado pela Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais, junto com Rubinho do Vale, Pereira da Viola, Dea Trancoso, Josino Medina,  Zé Padre, Coral da Lavadeiras de Almenara e Coral Araras Grandes.

Em 2007, o coral participou do projeto Quatro Cantos – Coral na Praça, realizado pelo BDMG Cultural, se apresentando na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte e em 2008, juntamente com Rubinho do Vale, cantou em solenidade do Programa de Combate à Pobreza Rural – PCPR, no Palácio da Liberdade. Antes, participou em 2006 do show Vozes do Vale, dentro do projeto Vale: Vozes e Visões, A Arte Universal do Jequitinhonha realizado pela Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais.

Dentre várias publicações na imprensa, há de se destacar a crônica escrita por Fernando Brant no caderno de Cultura do Jornal Estado de Minas, datado de 1.º de dezembro de 2004 e republicada no livro Casa Aberta (Editora Dubolsinho, 2012) onde o poeta e compositor reuniu várias de suas crônicas originalmente publicadas no jornal mineiro.

A partir de 2006, o Coral inicia sua emancipação da ADECAVE e passa, no inicio de 2007, a contar com a colaboração de um grupo de pessoas de Belo Horizonte simpáticas ao trabalho ao meu trabalho. Na tentativa de buscar sobrevivência para o Coral, já considerado importante referência para a comunidade local, os pais fundam em 2008 a Associação Coral Vozes das Veredas e desde então vem buscando apoios diversos para sua manutenção.

Atualmente o Coral é formado por 23 integrantes com idade entre 12 e 23 anos, oriundos em sua maioria, de famílias carentes. O Coral Vozes das Veredas tem como premissa básica a coleta e registro de cânticos regionais do Vale subsidiados através da pesquisa junto a familiares e comunidades rurais.

Por onde o Coral Vozes das Veredas passa o público se emociona diante de sua Simplicidade e singeleza despertando a atenção de artistas como Rubinho do Vale, Fernando Brant e Tavinho Moura pelo belo trabalho desenvolvido pelo regente Tadeu Oliveira. O repertório é composto de músicas da MPB, folclóricas e regionais com uma pitada lírica, fundamentando a personalidade sonora do coral por toda a região do Vale do Jequitinhonha.

Clique nos links abaixo para ler artigo de Fernando Brant sobre a música mineira, onde cita o Coral Vozes das Veredas como uma das gratas surpresas do canto de Minas:

http://cantaminas.blogspot.com.br/2012/10/artigo-musica-e-mineiridade-1-parte.html

http://cantaminas.blogspot.com.br/2012/10/artigo-musica-e-mineiridade-2-parte.html (O autor cita o coral ao final do artigo)

domingo, 3 de novembro de 2013

HOJE NO CANTA MINAS TEM LANÇAMENTO DE CD DE ARTISTAS MINEIROS

O Programa Canta Minas de hoje, será recheado com a boa prosa do Sr. Geraldo Pinheiro, o "seu" Geraldo da Viola, e lançamento do novo trabalho de Victor Batista e em primeira mão músicas do novo CD de Carlos Farias e o Coral das Lavadeiras de Almenara que só será lançado no ano que vem. Confira, a partir do meio-dia, na Rádio Aranãs FM.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

CORAL DE VEREDINHA PARTICIPA DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE CORAIS EM BH


O Coral Vozes das Veredas, da cidade Veredinha-MG, sob a regência e coordenação de Tadeu Oliveira, participa pela quinta vez do FIC – Festival Internacional de Corais em Belo Horizonte. A primeira vez que o Coral participou foi no ano de 2004, quando o evento homenageou o Clube da Esquina. Voltou novamente nos anos de 2005, 2007 e 2010, este último em homenagem a Milton Nascimento.

Última participação: FIC de 2010.
Desde domingo, 1º de setembro, a capital mineira recebe o Festival Internacional de Corais que este ano homenageia Chico Buarque, de modo que cada coral deve apresentar pelo menos uma das composições do artista. As Vozes das Veredas preparou as músicas “O cio da terra”, composição de Chico e Milton Nascimento, e “Funeral do lavrador”, música de Chico sobre poema de João Cabral de Melo Neto que compõe a peça teatral “Morte e vida Severina”.

Além disso, em todas as apresentações será executada a música tema deste ano, cuja letra retrata Chico como "poeta de luz, inventor da canção e defensor do país". Intitulada Olhos de mar, a composição é de autoria de Leonardo Cunha e Murilo Antunes, e será apresentada conjuntamente pelos corais participantes.

O Festival

Já na décima primeira edição, a iniciativa do festival objetiva difundir a modalidade do canto coral e fortalecer os laços entre corais regionais, nacionais, internacionais e o público.

O FIC conta com apresentações em diversos locais de Belo Horizonte, da Região Metropolitana, no interior de Minas Gerais e também na capital do Rio de Janeiro. A programação, que começou dia 1º e termina neste domingo, 15, acontece sempre em locais abertos ao público, como praças, parques, museus, igrejas, teatros e hospitais. Consulte a agenda completa aqui: http://www.festivaldecorais.com.br


Confira os locais de apresentação do Coral Vozes das Veredas:

DATA: 14/09/2013
LOCAL: MUSEU HISTÓRICO ABÍLIO BARRETO
HORÁRIO: 17h
ATRAÇÕES:
- Coral do Colégio Santa Dorotéia (BH) - Unidade II
- Coral do Colégio Santa Dorotéia - Unidade I
- Coral dos Correios
- CORAL VOZES DAS VEREDAS
- Coral Água Branca

DATA: 14/09/2013
LOCAL: CORETO PRAÇA DA LIBERDADE - VIRADA CULTURAL
HORÁRIO: 18h E 19h30
ATRAÇÕES:
- Coral Ribeirão de Areia - 18h
- CORAL VOZES DAS VEREDAS - 19h30

DATA: 15/09/2013
LOCAL: ESCADARIA DO PALÁCIO DA JUSTIÇA
HORÁRIO: 09h
ATRAÇÕES:
- Alma de Gato
- Coral Água Branca
- Coral da Fundação Cultura Carlos Drummond Andrade
- Coral do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá
- CORAL VOZES DAS VEREDAS
- Coral da USP - Grupo Madrigal Revivis

VEM PRA RUA: VIRADA CULTURAL DE BH

Virada Cultural de BH quer tirar 50 mil pessoas de casa. Programação começa às 17h de sábado e vai até às 19h de domingo

Foto: Alonso Martinez/Divulgação

 Que tal curtir a maratona cultural de 24 horas ininterruptas, cuja diversidade de atrações tem tudopara agradar a todo mundo? Instituída por lei municipal, a Virada Cultural de Belo Horizonte estreia no fim de semana com a expectativa de atrair cerca de 50 mil pessoas.

Neste sábado e domingo, o público terá à disposição seis palcos oficiais e outros dois montados por parceiros. Praticamente todos os equipamentos dedicados à arte na capital – incluindo os 15 centros administrados pela Fundação Municipal de Cultura (FMC) – participarão da Virada, que priorizará o talento de artistas locais.
O roteiro traz de tudo um pouco: de cortejos de maracatu, que vão marcar a abertura amanhã à tarde, na Avenida Afonso Pena, ao show de Wagner Tiso e Som Imaginário, domingo, no Palácio das Artes, passando por Elba Ramalho, Demônios da Garoa e Pato Fu.

Serão mais de 400 atrações das áreas de música, teatro, dança, circo, cinema, literatura, artes plásticas, moda e gastronomia. Simone Dutra, diretora de ação cultural da FMC, conta que a composição da grade veio de inscrições feitas no site da Virada (foram 1.302), além de outras fontes, como a programação associada de parceiros como Palácio das Artes, Funarte MG, Sesc Palladium, Cine Theatro Brasil-Vallourec, Circuito Cultural Praça da Liberdade, BDMG Cultural, Fumec e Espaço 104, entre outros.

As parcerias viabilizaram tanto projetos contemplados pela Lei Rouanet, como o convite da paulista Orquestra Sinfônica Arte Viva à cantora Elba Ramalho para um concerto em homenagem a Dominguinhos (1941 – 2013), quanto da contrapartida da lei municipal de cultura e do edital Cena Música. Simone Dutra espera ver 50 mil pessoas circulando pelos vários pontos do evento, orçado em R$ 1,2 milhão. Os recursos são oriundos da FMC, Belotur, SLU e BHTrans, além do investimento de parceiros.

A ideia é fazer da Virada Cultural de Belo Horizonte um evento anual e descentralizado, sempre em setembro, no Hipercentro da capital. “A ideia é oferecer uma festa a mais abrangente possível para a cidade”, explica Simone Dutra.

Encontro de gerações

De olho no potencial da Virada Cultural, Wagner Tiso planeja atrair várias gerações ao show do grupo Som Imaginário, que ele integra ao lado de Nivaldo Ornelas, Robertinho Silva, Luiz Alves, Tavito e Victor Biglione. Criada nos anos 1970, a banda se destacou ao lado de Milton Nascimento, separou-se e voltou aos palcos recentemente.

“Durante as apresentações, tenho visto o pessoal de cabeça branca chorando, enquanto os mais novos se divertem com o nosso jazz-rock”, afirma o emocionado maestro, arranjador e compositor. O Som Imaginário se distingue por um rock pesado que prima por caminhos harmônicos, condizentes com a tradição mineira, define Wagner.

“Representamos a maneira mais mineira de fazer rock”, resume o sócio fundador do Clube da Esquina, ao lembrar que o grupo funde música erudita, jazz, regional e rock progressivo. Domingo à noite, no Palácio das Artes, o show de 90 minutos privilegiará arranjos instrumentais do disco Matança do porco, considerado o “mais progressivo” do Som Imaginário, além de composições de álbuns anteriores: Feira moderna, Casa no campo e Hey man , por exemplo. Inéditas, de acordo com o Wagner Tiso, só quando o grupo gravar o novo CD/DVD. O que ocorrerá em breve.  

WAGNER TISO E SOM IMAGINÁRIO

Domingo, às 19h. Palácio das Artes, Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236-7400. Inteira: R$ 50, R$ 60 e R$ 70.


Para Dominguinhos

Foto: Daniel Ebendinger/Divulgação
A oportunidade de homenagear Dominguinhos, falecido em julho, faz Elba Ramalho se emocionar. “A falta dele é imensa. Dominguinhos era um dos maiores músicos da nossa história: virtuoso, com sensibilidade gigantesca, capaz de compor todos os tipos de canção. Acho injusto se referirem a ele apenas como forrozeiro. Esse gênio nos deixou o legado de mais de 500 composições e parcerias com Chico Buarque, Djavan, Gilberto Gil, Anastácia, Nando Cordel e tantos outros grandes autores”, afirma a cantora.
Elba teve o prazer de gravar 31 músicas do amigo ao longo de sua carreira. No concerto, sob regência do maestro Amilton Godoy, ela vai privilegiar o repertório de Baião de dois, disco gravado em 2005 com o qual homenageou o amigo.

A cantora revela que gosta de se apresentar com orquestras não só pela grandiosidade e complexidade da sonoridade, mas pelo desafio. “Já participei de óperas e concertos. Felizmente, o resultado é sempre muito bom”, avalia, lembrando que o formato tem suas pecularidades. “Devo respeitar o público e a orquestra”, conclui Elba Ramalho.

ELBA RAMALHO E ORQUESTRA SINFÔNICA ARTE VIVA
Sábado, às 19h. Praça da Estação, Centro. Entrada franca.


Foto: Sylvio Coutinho/Divulgação

Fab Four na praça
Prestes a embarcar para Los Angeles (EUA) – onde vai gravar participação na trilha sonora de Rio 2, a nova animação de Carlos Saldanha –, o grupo Uakti levará o repertório dos Beatles para a Virada Cultural de Belo Horizonte.

Lançado no ano passado, o disco Uakti Beatles vem chamando a atenção de público e crítica pela pérolas do quarteto de Liverpool na interpretação sui generis dos mineiros, que constroem seus instrumentos com tubos de PVC, cabaças e tambores d’água.

Criados por Marco Antônio Guimarães com o auxílio de Artur Andrés, Paulo Santos e Décio Ramos, o instrumental do Uakti atrai a atenção internacional por sua peculiaridade.

“A oportunidade de atingir um público diferente daquele que nos acompanha nos teatros é ótima”, comemora o percussionista Paulo Santos. De acordo com ele, a plateia é sempre parceira importante nas praças. Principalmente na hora de tocar clássicos como Get back, Julia, Lucy in the sky with diamonds e Come together.

UAKTI
Sábado, às 20h. Praça Floriano Peixoto,
Bairro Santa Efigênia. Entrada franca.

Clique a veja a programação completa

CONFIRA DESTAQUES DA VIRADA CULTURAL (Clique sobre a imagem para ampliá-la):


Fonte: Caderno Divirta-se, jornal Estado de Minas, 13/09/2013.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

MAESTRO QUER REUNIR 50 MIL VOZES NO MINEIRÃO DURANTE A COPA

Ontem, domingo (2), o grupo Cantos de Minas
se apresentou na escadaria da Prefeitura de BH
Fhoto: Flávio Tavares


O Festival Internacional de Corais – Edição de Natal (FIC) enche Belo Horizonte de música gratuita vinda de mais de mil vozes de 30 corais de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. A programação segue até o dia 23 deste mês em 20 lugares diferentes da capital.

Ontem, domingo (2), durante a Feira de Artesanato da Avenida Afonso Pena, o grupo Cantos de Minas se apresentou na escadaria da Prefeitura. Para realçar ainda mais a vocação mineira para o canto coral, o coordenador e idealizador do Festival, maestro Lindomar Gomes, planeja: "Quero reunir 50 mil vozes no Mineirão, durante a Copa de 2014, no Mineirão".

Nesta segunda-feira (3), no Conservatório UFMG, no Centro de BH, a partir das 18 horas, se apresentam o Coral de Alunos do Colégio Padre Eustáquio, o Coral e Banda Cantos de Minas, o Coral Alegria de Cantar e o Coral OAP UFMG. No repertório, músicas típicas da época e também música brasileira. "Queremos quebrar o paradigma de que coral canta apenas músicas sacras. Temos uma gama incrível de gêneros para cantar", garante.

No dia 12 de dezembro, data em que Belo Horizonte completa 115 anos, a Edição de Natal realiza uma homenagem à BH. Um grande coral de aproximadamente 300 vozes será formado no Palácio da Liberdade para cantar no aniversário de BH. O encontro é uma espécie degustação do grande sonho do maestro Lindomar Gomes, que é reunir 50 mil vozes no Mineirão, durante a Copa do Mundo. "Estamos desenvolvendo oficinas em
cidades-polo de Minas Gerais, para estimular a criação de mais corais", indica.

Gomes diz que a mega-apresentação está sendo negociada com os responsáveis pela programação do evento esportivo. "O maestro Villa-Lobos, em 7 de setembro de 1940, comandou um coral de quase 40 mil vozes, no estádio de São Januário, no Rio. Queremos bater este recorde", anuncia.

Os coros participantes tanto da Edição de Natal, quanto na edição tradicional do FIC são formados por crianças, adolescentes, adultos e idosos. "Os corais atingem todos os segmentos sociais e faixas etárias, temos participantes de 4 a 90 anos".

O FIC é realizado há dez anos no mês de setembro. Na última edição, BH e várias cidades mineiras acompanharam as apresentações de 170 corais nacionais e internacionais. "Foram mais de 5 mil vozes que cantaram para 100 mil pessoas em todo Estado", calcula o maestro.

Programação completa: www.festivaldecorais.com.br

Fonte: Jornal Hoje em Dia - on line - 02/12/2012 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

BRASIL E SUAS VOZES


Disco do grupo vocal Calíope reúne obras escritas por Villa-Lobos para diferentes formações. Repertório vai de temas do canto orfeônico à peça criada sobre o poema José, de Drummond
João Paulo

O compositor Heitor Villa-Lobos escreveu mais de 200 obras destinadas ao canto coral
 (Arquivo EM)
A obra de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) é ampla e variada, se espalhando por mais de 50 anos em diversos formatos e instrumentações. Além disso, o compositor foi mestre em escrever para orquestra, instrumentos solistas (violão, piano e violoncelo) e vozes. Para completar, inventava instrumentações, mesclava erudito e popular, pesquisava fontes populares que iam da música indígena à africana, em diálogo sempre digno com a tradição europeia. Uma das mais ambiciosas áreas de sua produção é a obra para coro a capela, ainda pouco conhecida e valorizada.

Há muitos motivos para isso, desde a inscrição das peças no projeto político do Canto Orfeônico (o que dá uma impressão de didatismo e certo autoritarismo), até o uso de elementos tratados com desprezo por parte dos especialistas. O disco Vozes do Brasil, do grupo vocal Calíope, com regência de Julio Moretzsohn é um passo importante para mudar esse panorama. Em 17 peças, são apresentadas as principais características da música vocal de Villa-Lobos, com direito a surpresas, como a versão do compositor para o poema José, de Carlos Drummond de Andrade.

Quem examinar a lista de obras de Villa-Lobos vai perceber que o compositor sempre teve o coral a capela entre suas possibilidades. São pelos menos 200 obras, que vão de uma Ave Maria, de 1914, à peça Bendita sabedoria, composta um ano antes da morte do maestro. Além da dispersão no tempo, há vários jogos de vozes nos arranjos do compositor, que chegou a escrever um de seus mais importantes temas, a Bachiana brasileira nº 9, para orquestra de vozes, ainda que tenha ficado mais conhecida em sua versão orquestral.

A seleção de peças do disco do Calíope percorre todas as facetas do trabalho com música vocal de VillaLobos. A começar pelas músicas que fazem parte o ciclo de canções do Canto Orfeônico (Villa-Lobos chegou a produzir duas coleções, uma para alunos e outro para o Orfeão dos Professores), que se inspiram nas várias manifestações da cultura brasileira. Assim, há canções de temática afrobrasileira, como Xangô, Jequibau e Estrela é lua nova (que ganha um solo belíssimo de Lina Mendes); caipira ou sertaneja, com Bazzum, Remeiros de São Francisco e Papae Curumiassú; e indígena em Duas lendas ameríndias.

Prelúdio e fuga Outros temas curiosos trazem elementos da cultura portuguesa, como Vira; e nordestina, em As costureiras, que o compositor descreve como “embolada”. Nesta peça, o coral se divide entre o fundo, que evoca o barulho das máquinas, e as vozes que entoam uma melodia triste, um canto de trabalho melancólico. O disco traz ainda o arranjo original para a Bachiana nº 9, na verdade um prelúdio de fuga criativo e grandioso.

As duas peças mais raras do disco têm como texto poemas de Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade. Do poeta pernambucano, Villa-Lobos transforma em música Invocação em defesa da pátria, de 1943, escrito no clima nacionalista da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, arranjada para vozes femininas. No entanto, o ponto alto fica para a belíssima versão do célebre José, para coral de vozes masculinas, que recheia ainda de mais angústia o longo poema de Drummond.

O trabalho merece ainda destaque pela qualidade das informações do encarte e pelo cuidado em reproduzir todas as letras, o que é um elemento fundamental para a fruição das peças em sua inteireza.

Canto Orfeônico

Durante o Estado Novo varguista (1937-1945), Villa-Lobos desenvolveu projeto de ensino musical a partir do canto coral. Para isso, criou o Curso de Pedagogia de Música e Canto Orfeônico, dando origem ao Orfeão de Professores. A proposta didática chegou a milhares de estudantes, com canções originais do maestro e peças arranjadas a partir da cultura popular brasileira.

Fonte: Caderno EM Cultura - Jornal Estado de Minas, publicação 27/11/2012

domingo, 28 de outubro de 2012

CAPELINHA RECEBE OFICINAS CULTURAIS PROMOVIDAS PELA SECRETARIA ESTADUAL DE CULTURA DE MG


A Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, através da Superintendência de Ação Cultural, com a apoio da Secretaria Municipal de Cultura e do Programa Canta Minas, realizará em Capelinha o PROGRAMA DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO ARTÍSTICA, atendendo demandas solicitadas por agentes culturais. Capelinha e região receberão duas oficinas nos dias 09, 10 e 11 de novembro.

AS OFICINAS:

Empreendedorismo Cultural: desenvolver uma mentalidade empreendedora em produtoras e artistas, a partir de estudos de casos, procedimentos práticos e informações sobre leis, editais, processos de formação de cooperativas, etc.
Professor: Rafaela Cappai
Carga horária: 16h30
Sexta: 18h30 às 21h
Sábado: 9h às 12h e 14h às 18h
Domingo: 9h às 12h e 14h às 18h
Capacidade: 20 pessoas
Infra necessária: Internet sem fio, Sala arejada, bem iluminada e com boa ventilação; 4 mesas coletivas que comportem grupos de 5 pessoas cada; 20 cadeiras confortáveis; Projetor e tela de projeção.
Público Alvo: Artistas, produtores, empresários, representantes de grupos profissionais ou amadores, entidades de classe, jornalistas  e interessados em empreender por meio da prática artística e cultural.

Canto Coral: democratizar o acesso ao ensino da prática coral, de forma a contribuir tanto para o descobrimento de vocações artísticas quanto para a formação de público. Nesta oficina será explanado um pouco sobre a história da música e ensaios práticos, culminando em uma apresentação pública.
Professor: Maestro Lindomar Gomes e Pianista André Durval
Carga horária: 12h30
Sexta: 18h30 às 21h
Sábado: 10h às 12h e 15h às 17h
Domingo: Apresentação
Capacidade: máximo de 200 pessoas
Infra necessária: auditório para as aulas de sexta e sábado. Para apresentação de domingo, seria ideal apresentar na Igreja Matriz, depois da missa da manhã.
Público Alvo: crianças, jovens, adultos e idosos que tenham interesse pela prática do canto, não havendo nenhuma exigência de prática vocal ou conhecimento prévio, somente o a vontade de cantar.

INSCRIÇÕES
As inscrições são gratuitas, o candidato deverá preencher um formulário que estará disponível no site da SEC, ou poderá fazer a inscrição no núcleo de interiorização ou na sede da Secretaria Municipal de Cultura, à rua Dr. Hermelindo, centro, Capelinha MG. O critério de seleção será por ordem de chegada.

Coral Plantar - Curvelo MG, formado por Tadeu e Lindomar

Comentário: Se essa notícia é boa, agora vou dar uma outra ainda melhor. O programa Canta Minas, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura aproveitará essa oportunidade oferecida pela Secretaria Estadual de Cultura e criará um grupo coral que será retirado dessa oficina de canto com o Maestro Lindomar Gomes. Este é um sonho há muito tempo acalentado por diversas pessoas aqui da cidade de Capelinha. E essa é uma oportunidade ímpar, uma vez que a Secretaria de Estado de Cultura oferece esta oficina e já há algum tempo, venho pensando nessa ideia e estou contando com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e do Maestro Lindomar Gomes, que comandará a oficina. Ele é um grande amigo de longa. Além de ser um amigo, Maestro Lindomar é um dos mais competentes no ramo do canto coral. Ele já criou diversos corais e eu já tive a oportunidade de trabalhar com ele em Curvelo quando formamos o Coral Plantar, composto por funcionários daquele empresa reflorestadora.

Além disso, Lindomar Gomes traz no seu vasto currículo a idealização de um dos festivais de corais mais importantes do Brasil e até mesmo da América Latina, o FIC – Festival Internacional de Corais, que eu já tive o privilégio de participar diversas vezes, ora com o coral de Veredinha, ora colaborando na organização.

Tadeu Oliveira

sábado, 8 de outubro de 2011

CORAL DE VEREDINHA CANTA NA FESTA DO ROSÁRIO EM TURMALINA

Novena, lançamento de livro, batuque de tamborzeiros e canto coral abrilhantam a festa do Rosário em Turmalina


Acabo de chegar de Turmalina onde fui participar, juntamente com o Coral Vozes das Veredas, da Festa de Nossa Senhora do Rosário.

Este privilégio me foi concedido pelo rei Teotônio, que desde o final do ano passado já havia nos convidado a participar da festa.

O rei do Rosário Teotônio
A festa foi simples, mas carregada de significados. A festa do Rosário de Turmalina traz em si todos os elementos da cultura popular do Vale do Jequitinhonha que resiste ao tempo.

Hoje, 07 de outubro, aconteceu o oitavo dia da novena à N. Sra. do Rosário e São Cristóvão. Após a novena, o turmalinense Valdivino Pereira Ferreira lançou o seu livro “Festa do Rosário dos Homens Pretos: do arraial da Piedade a cidade Turmalina” publicado pela editora CBJC – Câmara Brasileira de Jovens Escritores-RJ.

Para quem ainda não conhece o Valdivino, ele nasceu em 1973, na comunidade rural de Bocaina, à margem do rio Jequitinhonha, no município de Turmalina-MG.

O pesquisador e escritor Valdivino
Poeta popular, repentista, violeiro, cantador de modas de viola e de modinhas seresteiras, além de compositor de música sertaneja Valdivino desenvolveu o gosto pela escrita e pela genealogia histórica pelas conversas que mantinha com a avó materna, dona Cecília de Paula Godinho. Isso o tranformou num autor de diversos livros e opúsculos sobre história, genealogia, biografia, poesia, folclore e religiao com uma extensa lista de publicaçoes que só vem acrescentar a pesquisa sobre o Vale do Jequitinhonha.

Em seguida, o Coral Vozes das Veredas apresentou um repertório composto de músicas folclórias e popular brasileira. Músicas como “Itamarandiba” de Milton e Fernando Brant se misturaram e louvores a Nossa Senhora do Rosário, deixando o público presente emocionado.

Coral Vozes das Veredas
Amanhã o coral parte para Araçuaí, onde participará da Festa de 15 anos da Companhia de Teatro Ícaros do Vale. O Vozes das Veredas se apresentará na Igreja do Rosário de Araçuaí, às 19 horas.

Portanto, amigos e companheiros de Araçuaí, nos aguardem.

Fotos: Tadeu Oliveira e Zé Geraldo Rocha

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

VEM AÍ O FESTIVAL INTERNACIONAL DE CORAIS EM BH

O maior festival de corais da América Latina homenageia Gonzagão & Gonzaguinha,  de 16 a 25 de setembro de 2011, em BH e várias cidades mineiras


Começa nessa sexta-feira, dia 16, em Belo Horizonte e cidades próximas um dos eventos mais esperados pelo público: o “Festival Internacional de Corais - FIC”, que este ano homenageia dois dos mais importantes nomes da música brasileira: GONZAGUINHA E GONZAGÃO.
Todos os corais e grupo corais que participarão do festival interpretarão uma ou duas músicas de autoria ou interpretada pelos cantores e compositores Gonzagão ou Gonzaguinha. Em sua nona edição, o FIC 2011 confirma a participação de 140 corais nacionais e internacionais. Mais de cinco mil coralistas, entre, crianças, jovens, adultos e idosos, ao lado artistas renomados estarão se apresentando em 70 locais e em 15 cidades. A expectativa da organização é que cerca de 100.000 pessoas assistam aos espetáculos. Todas as apresentações são gratuitas.

9º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CORAIS - FIC

O FIC - Festival Internacional de Corais tem como um dos principais objetivos proporcionar o intercâmbio cultural entre público, corais regionais, nacionais e internacionais, - corais e grupos vocais amadores e profissionais de empresas, instituições de ensino e comunidades – em atividades culturais que objetivam: a troca de informações e o aprimoramento artístico dos participantes.

Desde 2003, ininterruptamente, são realizadas apresentações de corais e shows de renomados artistas, tendo sempre como tema musical Movimentos e Ícones da Música Brasileira, além de estender as atividades por meio da realização de oficinas de canto e técnica vocal, regência e educação musical. O Festival Internacional de Corais (FIC) é um evento produzido pela Maestria Arte & Cultura Ltda., sob a coordenação do maestro Lindomar Gomes.

O canto coral é uma das mais remotas formas de integração social e marca a história da humanidade como prática constante e engendrada de socialização. É capaz de integrar pessoas de diferentes segmentos da sociedade, que se reúnem com um fim comum: a realização cultural. Seja como coralista ou ouvinte, a apreciação da modalidade artística sobrevive ao tempo, sendo sempre consagrada pelo interesse e forte atuação das novas gerações. Neste sentido, Minas Gerais recebe há nove anos consecutivos o Festival Internacional de Corais, que busca a valorização dessa arte, proporcionando o acesso e intercâmbio cultural entre pessoas de diversas regiões do país e do mundo.