Seja bem vindo(a)!!!





Há mais 26 anos , apresento um programa de rádio intitulado "Canta Minas", na rádio Aranãs FM, de Capelinha MG, com enfoque para a música mineira em todas suas vertentes. Sempre fui apaixonado por música e rádio. Assim sendo, tomei a iniciativa de criar este blog com a finalidade de divagar um pouco sobre as minhas impressões durante os mais de 20 anos de programa. Além da música também sou apaixonado por História e Literatura. Aqui, publicarei crônicas, causos e outras lorotas a respeito de tudo que tenho vivido nesse pedaço de chão que é o Vale do Jequitinhonha. E como não pode deixar de ser, também escrevo sobre a minha querida terra natal, Corinto, e outras vivências pelo mundo afora que me ajudaram a construir uma história de gente comum, sem heroísmos, no entanto carregada pelos "sinais de humanidade"!!! Abraços Gerais!!!

banner

banner
Mostrando postagens com marcador Capelinhense Ausente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Capelinhense Ausente. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de julho de 2013

HOJE NO GALPÃO CULTURAL TEM VIOLA CAIPIRA E MUITO SAMBA NA MADRUGADA

João da Viola fazendo  estripulias na cordas
Foto: Tadeu Oliveira
O Galpão Cultural desse ano começou prometendo ser um dos mais animados dos últimos anos. A primeira noite foi um sucesso, deixando todo público presente extasiado. Não faltaram emoção, alegria, animação e muita gente boa cantando. 

O Galpão Cultural é sinônimo de encontro, comunhão e fortalecimento dos laços culturais que reforça cada vez mais a identidade capelinhense. A segunda noite do Galpão Cultural promete ser mais animada que a primeira. Hoje teremos os Amantes da Viola e o Grupo Sambart. Vamos nessa, galera!!!

OS AMANTES DA VIOLA

Dupla formada por Geraldo Gonsalves Silva e João Araújo Rodrigues, o João da Viola.

Geraldo começou a cantar e tocar violão em 2001, quando formou a dupla Marcelo & Juliano, com o violeiro Oldair José.  Em 2007, acompanhou a dupla Edgar & Alexandre tocando guitarra e violão.

De 2010 a 2011, Geraldo Gonsalves acompanhou a dupla Rio Doce & Mucuri, sempre tocando guitarra e violão.

Em 2012, ele se junta ao João da Viola para formar a dupla Os Amantes da Viola. Além de música sertanejas, Geraldo também é apreciador da MPB e outros gêneros populares.

O João Araújo, conhecido por João da Viola é natural de Minas Novas e é veterano na estrada da música. Começou sua carreira em 1979, fazendo dupla com Manuel Pepino, também natural de Minas Novas. Com essa formação, João da Viola venceu diversos festivais: em 1984, venceu um festival em Minas Novas junto com o Pereira da Viola, em 1987, venceu outro festival, em Ribeiro Preto, junto com outra dupla famosa: Lourenço e Lourival e em 1993, João da Viola e seu companheiro Manuel Pepino venceram o festival da cidade de Baití, no interior do Paraná.

Aqui em Capelinha, João da Viola fez diversas duplas em parceira com Dimas & seus Teclados, com o senhor Antônio Mendes, quando formou a dupla Rio Doce & Mucuri com quem também gravou um CD.

João da Viola também participou da banda Sedução do Forró e atualmente forma a dupla Os Amantes da Viola com Geraldo Gonsalves, tocando e cantando em toda região.


sábado, 13 de julho de 2013

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO GALPÃO CULTURAL 2013

RESGATE CULTURAL, TRADIÇÃO PRESERVADA!

Este ano, o Galpão Cultural traz como tema “Resgate Cultural, Tradição Preservada”. A intenção é difundir e manter vivas as iniciativas culturais, folclóricas e religiosas que desafiam o tempo e permanecem no cotidiano de Capelinha. Esse tema, inclusive, integra as ações propostas pela Secretaria Municipal de Cultura em 2013.

O painel no fundo do palco resgata, em fotos envelhecidas, as principais tradições locais como a feira livre, serestas, desfiles cívicos, bumba-meu-boi, caboclinhos, banda de taquara, dança do vilão, pau-de-sebo, fanfarra, festa do Divino, procissões, coroações, culinária, artesanato e muito mais.

Os painéis nas janelas retratam a história de Capelinha, desde sua fundação até os dias atuais. Nas paredes estão estampadas peças artesanais e decorativas sobre o tema.

Viva intensamente todos os momentos do Galpão Cultural. Aqui tem: boa música, shows, recitais, feira de arte e artesanato, produtos da agricultura familiar, prosa em dia e, é claro, as delícias do mais autêntico cardápio capelinhense. Isso é o mínimo que podemos oferecer a você!



GALPÃO CULTURAL 2013 COMEÇA COM SHOW DE GUSTAVO MAGUÁ

Gustavo Maguá
(Foto: Facebook pessoal)
Identificado como espaço da diversidade e da cidadania no Jequitinhonha, o Galpão Cultural reúne todos os anos, na semana que antecede a Festa do Capelinhense Ausente, os atores culturais de Capelinha e região. São artistas musicais, atores do teatro, artesãos ou lúdicos, que divulgam seus trabalhos num espaço multiidentitário com participação de toda a comunidade.


O Galpão Cultural é um espaço reservado para o artesanato, abriga um barzinho que prepara comidas típicas como a farofa de andu e o tropeiro e bebidas geladas variadas. A programação começa hoje, sábado que antecede à abertura da Festa do Capelinhense Ausente, quando há as primeiras exposições e apresentações musicais. Serão oito noites com muita música contemplando também a madrugada. Por aqui passarão artistas, a maioria, naturais de Capelinha ou que residem em Cidades da região.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

EXPOSIÇÃO DE ARTE EM CAPELINHA TEM PRESENÇA DO ARTISTA GILDÁSIO JARDIM

Numa realização do Café Aranãs, a exposição "Jardim estampado de gente" começa hoje no Galpão Cultural, na abertura do circuito gastronômico JequiSabor, e passará por diversos locais em Capelinha

Começa hoje a exposição das obras do artista plástico Gildásio Jardim, da cidade de Pe. Paraíso-MG.  Intitulada "Jardim estampado de gente", com curadoria de Tadeu Oliveira e colaboração da Amba Musical, a exposição ficará durante 30 dias em Capelinha e será itinerante. 

A exposição será aberta na noite do dia 27 de junho na abertura oficial do JEQUISABOR - Festival Gastronômico e Cultural 2013, que acontecerá no Galpão Cultural Maria Odeth Sampaio a partir das 20 horas.






(*) Confira o roteiro da exposição "Jardim estampado de gente":

27/06 - abertura oficial do JequiSabor, às 20h, no Galpão Cultural Maria Odeth Sampaio. Entrada somente com convites.

28/06 a 01/07 - Kapela Café (JequiSabor)

02/07 - Ripa Pizzaria & Restaurante - (JequiSabor)

03/07 - Usina Geraldo Neto - Inauguração da loja, à partir da 10h

04/07 - E.E. Professora Geralda Otoni Barbosa

05/07 - E.E. Domingos Pimenta de Figueiredo

06/07 - Restaurante, Pizzaria e Churrascaria Cascata (JequiSabor)

10 e 11/07 - Casa Vieira (JequiSabor)

12/07 - Sexta Cultural - Casa da Cultura de Capelinha

13 a 21/07 - Galpão Cultural - Festa do Capelinhense Ausente

E ainda:

Banco do Nordeste - data a definir

Demais escolas estaduais - data a definir

Caso alguma entidade desejar receber a exposição em suas dependências, contate Tadeu Oliveira pelo celular (33) 9104-0497 ou pelo e-mail gtadeu62@hotmail.com 

(*) Programação sujeita a alterações.


terça-feira, 17 de julho de 2012

BKPNET TRANSMITE GALPÃO CULTURAL AO VIVO


Omar Santiago está inovando na festa desse ano. Através a BKP Net, ele espalhou câmaras em diversos pontos do Galpão, Parque de Exposições e Praça do Povo, em Capelinha transmitindo ao vivo pelo site:  http://www.bkpnet.com.br/aovivo/movie1.html. 

Você poderá acompanhar tudo que acontece em tempo real. No entanto, o projeto é experimental e não disponibiliza áudio, apenas vídeo. De qualquer forma, isso permitirá a quem não pode vir curtir a festa, pelo menos matar a saudade vendo as imagens.



O GALPÃO CULTURAL 2012 COMPLETA HOJE A SUA QUARTA NOITE



Ufa!  Estamos indo para a quarta noite de muita música no Galpão Cultural e só hoje encontrei tempo para fazer as primeiras postagens sobre a 26a. Festa do Capelinhense Ausente.


O galpão cultural 2012, que começou no dia 14 e irá até o dia 22 de julho de 2012, é um evento que faz parte da tradicional festa do Capelinhense Ausente.

Como acontece todos os anos, o tema do Galpão Cultural desse ano remete aos 100 anos de história de fé e trabalho, pois Capelinha está prestes  a comemorar o seu centenário, que se completará em 2013.

Esta data especial é motivo de alegria e de orgulho para todo capelinhense ausente. Também motivo de orgulho é o momento de oportunidades que se descortina no horizonte. Depois de se consolidar como um importante polo econômico através do desenvolvimento do café e do eucalipto, Capelinha caminha a passos largos em direção ao futuro na expectativa de se consolidar como um importante pólo educacional. no entanto, o presente e o futuro só farão sentidos se respeitarmos as marcas do passado. Passado que se mantém vivo através da arquitetura onde casarões centenários contrastam com prédios modernos, na culinária saborosa e diversificada, nos modos peculiares de falar, nos simbolismos, nas manifestações religiosas e coletivas centenárias.

A cultura capelinhense se fortaleceu e tomou conta da rua e da praça com shows, teatro e a saudosa semana da cultura. Se hoje o povo capelinhense vive a dicotomia entre a tradição e o progresso, é no espaço do galpão cultural que a síntese de tudo isso se consolida. Por aqui se tem a oportunidade de se encontrar com amigos ausentes e de fazer novos amigos. O galpão cultural é lugar de encontro, lugar de lazer e o ambiente certo para quem tem orgulho de ver a cidade crescer a caminho do futuro, mas que também ama e valoriza a arte e a cultura popular dessa terra.

Esperamos que o Galpão Cultural versão 2012 seja para o capelinhense ausente e presente, um encontro consigo mesmo, com sua história e com o seu tempo.

Texto: Tadeu Oliveira

terça-feira, 16 de agosto de 2011

UM POUCO DA HISTÓRIA DO GALPÃO CULTURAL

"É notório que as edições do Galpão Cultural nos últimos anos tenha contribuído enormemente para o surgimento de novos valores musicais em Capelinha"

Por Tadeu Oliveira


Logo que cheguei a Capelinha, em 1997, sempre ouvira falar do Galpão Cultural. Portanto, conheço um pouco da sua história e das suas origens a partir do convívio, durante esses anos, com diversas pessoas que ajudaram na idealização, construção e reconstrução desse maravilhoso projeto que tenho orgulho de fazer parte.

Tudo teve início em janeiro de 1981, quando vários técnicos e assistentes do Programa MG II vieram trabalhar em Capelinha. Essas pessoas, que por zelo natural apresentavam-se bastante criativas e com muito gosto pelo fazer artístico-cultural, começaram a passar suas experiências para várias pessoas. Dentre elas, destacou-se Jane Simões, cuja residência convergia diversos jovens da cidade em busca de lazer e troca de idéias. Foi quando surgiu a possibilidade de se criar um grupo de teatro. 

A idéia lançada em terra fértil permitiu que, em 19 de janeiro de 1982, se criasse oficialmente o Grupo de Teatro de Capelinha, o G.T.C. No início, esses jovens se depararam com preconceitos por parte da comunidade que via o grupo com olhar pejorativo, comportamento bem próprio da sociedade da época que não cultivava, até então, o hábito de ir ao teatro. O G.T.C. apresentou várias peças teatrais e foi aplaudido em várias cidades de Minas. Daí para a concretização de sonhos mais ousados foi uma questão de tempo.

Em 1985, o G.T.C. fundou a Casa da Cultura de Capelinha e ambos começaram a valorizar as manifestações culturais da região (e ressiginificá-las), além de alertarem para questões importantes como a situação do menor abandonado, do idoso, o meio ambiente. Estas entidades juntas divulgaram de forma brilhante o nome de Capelinha para vários lugares do país, mantendo um caráter apartidário e respeitando as diferenças filosóficas e religiosas da comunidade.

Destaca-se no Movimento Cultural de Capelinha por esta época, nomes como Preta Vieira, Sônia Sampaio, Tico Neves,  Sandra Sampaio, Marlene Mendes, Quincas, Tininha Pereira, Deth Sampaio, Pitico, Dante Guedes, José Carlos Machado, Amauri dentre tantos outros. Vários deles se tornariam, posteriormente, dirigentes de instituições educacionais e culturais, tendo, inclsuive, atuações destacadas na política local.

Um dos pontos mais fortes do movimento cultural em Capelinha foram as SEMANAS DA CULTURA, organizadas pela Casa da Cultura e G.T.C., quando pessoas do Brasil inteiro ligadas às artes, apareciam por aqui. E é nesse contexto que surgiu o Galpão Cultural há exatos 20 anos, na Semana da Cultura de 1991. Naquele ano, na praça do Povo, bem ali no antigo Mercado Municipal onde funciona hoje a rodoviária, foi montado o primeiro Galpão Cultural. A Casa da Cultura de Capelinha, responsável pela organização do evento, permitiu ao povo de Capelinha conhecer ruas de lazer, oficinas vivas, exposições, teatro e shows em praça pública.


Dante Guedes, idealizador do 
Galpão Cultural
A ideia do Galpão surgiu da experiência de um dos integrantes da Casa da Cultura, Dante Guedes, que já havia desenvolvido o projeto Butecarte no Bar Onhas do Jequi, espaço alternativo e ponto de encontro dos amantes da cultura popular do Vale do Jequitinhonha em Belo Horizonte, nos meados dos anos de 1980. Guedes, com sua visão e empreendedorismo, idealizou o projeto do Galpão Cultural e nos primeiros anos ele esteve à frente junto com a Casa da Cultura e guarda em seu poder diversos registros dessa época em fotos e vídeos, que inclusive tive oportunidade de ter acesso.

Em 1993, novamente o Galpão Cultural acontece e pela primeira vez, dentro da VII Festa do Capelinhense Ausente, numa parceria da Casa da Cultura com a Prefeitura Municipal. A sua estrutura era feita de taipa e sapé, resgatando as técnicas construtivas da região, num espaço que abrangia mais de 500 m². E dentro dele podia-se apreciar as indústrias rudimentares do meio rural. Nesse mesmo ano, parte do projeto do Galpão é levado a Belo Horizonte, na 3ª Feira Internacional de Artesanato, alcançando enorme sucesso.

Mas é na IX Festa do Capelinhense Ausente, em 1995, que o Galpão Cultural se amplia e se torna um projeto mais ousado. Dante Guedes coloca dentro desse grande barracão uma roda de moinho dágua funcionando perfeitamente, artesãs executando todas as etapas da modelagem no barro até a sua queima em fornos montados dentro do recinto, artesãos esculpindo na madeira, benzedores, rezadeiras, bordadeiras, produtos da culinária regional além de apresentações com grupos folclóricos, grupos de dança e muita música.

O período compreendido entre 1990 e 1997 foi marcado pelo marasmo, desarticulação, fato comparado a um doente em estado de coma. Mesmo assim, neste período foram realizadas duas Semanas da Cultura (1990 e 1991). Segundo alguns integrantes da Casa da Cultura por essa época, ao realizarem a VII Semana da Cultura, em 1990, não houve um apoio efetivo do executivo municipal. A falta de apoio teve como consequência a total desarticulação das entidades que tiveram que guardar suas coisas e sair à procura de formas alternativas para manterem funcionando.

Se em 1995 a Prefeitura retoma o projeto ao convidar Dante para montá-lo, de 1996 a 2000 o Capelinhense Ausente não editou nenhuma versão por achá-lo demasiadamente caro.

A partir de 1998, a vontade de reestruturar as entidades voltou à tona e nova diretoria foi eleita. Fui eleito o novo diretor-presidente da Casa da Cultura e do Grupo de Teatro tendo Jocélio Campos como vice-diretor, Sônia Sampaio como tesoureira e Preta Vieira como diretora cultural. Mantendo-se apenas com o apoio da ACIAC (Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Capelinha) e do SIND-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação, sub-sede de Capelinha), a Casa da Cultura cumpriu com o seu papel de retornar com as atividades culturais: realizou-se um show com o violeiro Chico Lobo no hotel Catuaí, em abril de 1999; apresentou-se a peça teatral “Pluft, o fantasminha”, de Maria Clara Machado, com o G.T.C., em setembro de 1999; promoveu-se a vinda da escritora corintiana Antônia Rosa para comemorar a semana da criança e realizou-se a peça teatral “Brasil Raízes”, em 2000. Isso traz novas pessoa para compor a Casa da Cultura e o grupo de teatro, a sua maioria jovens estudantes. E é a partir de 2000, que a Prefeitura Municipal volta a arcar com o aluguel da entidade e a diretoria é novamente renovada.

No ano de 2001, um acontecimento torna-se importantíssimo para a volta do Galpão Cultural. Dante Guedes tornou-se o secretário municipal de Cultura e Jairo Martins havia sido eleito, no ano anterior, o novo diretor-presidente da Casa da Cultura que, mantendo o seu projeto de se transformar um pólo agregador dos fazedores de cultura da cidade, torna-se porta voz dos mesmos junto à Secretaria de Cultura, Meio Ambiente e Turismo de Capelinha – SECMATUR.

E assim, em setembro de 2001, a Secretaria Municipal de Cultura e a Casa da Cultura promovem o 1º Encontro de Cultura de Capelinha. Para aqui se aportaram grupos de teatros, corais, artesãos de diversas cidades do Vale do Jequitinhonha. Artistas como Chico Lobo, Carlos Farias e Saldanha Rolim foram convidados a se apresentarem. O evento não obteve o sucesso de público desejado, mas a presença de remanescentes dos índios Aranãs, cuja existência no passado ajudou a construir o mito de fundação da cidade de Capelinha, contribuiu para dar visibilidade aos acontecimentos culturais e preparar o terreno para as acões futuras. (No próximo mês, publicarei uma matéria relembrando este acontecimento que completará 10 anos).

Geraldo Art, da cidade de Turmalina, esculpindo na madeira
Galpão 2004
De qualquer forma, esse evento permitiu a congregação de diversos fazedores de cultura e se tornou o embrião para o retorno do Galpão Cultural, que ocorreu a partir da 17ª Festa do Capelinhense Ausente, em 2002, sob a direção de Dante Guedes. O Galpão já não seria mais como antigamente, uma choupana de taipe e sapé, passando a utilizar o galpão coberto da Praça de Esportes (mesmo local de hoje), anexo ao Parque de Exposições onde se realiza a festa do Capelinhense Ausente, no entanto buscou-se repetir os mesmos moldes dos anteriores com muitas oficinas vivas, culinária e música.

No ano seguinte, ocorre nova edição do Galpão Cultural, repetindo os moldes de 2002, também sob a coordenação de Dante Guedes.

Preta Vieira, responsável por várias
edições do Galpão na última década
A partir de 2004, tendo Preta Vieira como nova Secretária Municipal de Cultura, o Galpão passou por algumas modificações e eu passei a ter um maior espaço na sua organização, principalmente no que diz respeito à programação musical e na indicação de artistas para se apresentarem. Assim, nomes com Pedro Morais, Mark Gladston e Walter Dias (todos indicados por mim) foram contratados para abrir o primeiro dia do Galpão. É a partir daí que se tornou comum trazer um artista ou grupo de maior expressão para abrir os shows do Galpão. Assim, vieram Boneco Pano, Nem Secos e, em 2011, a Banda Odilara.


Pedro Morais no Galpão 2004


Tadeu com as feras Frank Arlem, Mark Gladston e Nenka
Fiquei no comando do palco do Galpão de 2004 a 2006 (fiquei afastado de 2007 a 2009 por estar cursando faculdade e retornei a partir de 2010), período em que o Galpão buscou se consolidar como um espaço democrático e alternativo ao criarmos o “palco livre”. O palco livre era um espaço aberto após os shows para quem quisesse cantar. Para tanto, o candidato deveria se inscrever comigo para cantar uma música. Caso agradasse a plateia, cantava-se uma ou mais, até que surgisse um outro inscrito. Foi assim que surgiram algumas gratas revelações da música capelinhense como Johnny, exímio guitarrista canhoto e tímido. O palco livre permitiu também que diversas pessoas das cidades vizinhas e até mesmo de lugares distantes pudessem ter vez e voz. Essa modalidade permaneceu com Toninho Iglésias, que comandou com brilho o Galpão, nas edições de 2007 a 2009. A partir de 2010, com a minha volta, o palco livre foi saindo de cena devido a diversos fatores, um dos quais é a falta de cuidado com o instrumento que é colocado à disposição dos participantes.

Todas as administrações municipais do primeiro decênio do século XXI apoiaram o projeto do Galpão Cultural e não tem sido diferente com a atual administração, que tem nas pessoas de Conceição Vieira, Luiz Gustavo Vieira (Sec. Mun. de Assistência Social) e Elisângela Alcântara, conhecida como Branca (Sec. Mun. de Cultura e Turismo) o sustentáculo para a realização das últimas edições.

Marcela Viana e César Loredo

Jefferson Rayneres e Maria Letícia, herdeiros do
talento musical das famílias Cordeiro e Batista

É notório que as edições do Galpão Cultural nos últimos anos tenha contribuído enormemente para o surgimento de novos músicos em Capelinha. A cada ano que passa, percebe-se que a performance dos mesmos estão cada vez melhores. Se no passado Capelinha se notabilizou como um lugar de grande expressão teatral no cenário cultural do Vale do Jequitinhonha, hoje podemos afirmar que os músicos daqui não ficam devendo a nenhum músico de outros lugares com maior expressão musical.


Johnny e Emerson Cordeiro

Banda Akasus, músicos de alta qualidade

Um fator importante no Galpão Cultural é a diversidade de ritmos e de grupos que passam pelo palco. Samba, MPB, reggae, seresta, música caipira, regional, música alternativa, rock, pop, banda de música, canto coral, tudo se integra e se harmoniza.

Juvenal Cordeiro, da velha guarda musical de
Capelinha, também marca presença no Galpão


Pintura de Marcos Art 7: os cegos da feira,
Joaquim e Luzia Galpão Cultural 2010
Outro ponto forte do Galpão é a sua decoração carregada de elementos da cultura popular da região, passando pelo artesanato e a culinária. Nos últimos anos, o artista plástico Marcus Art 7 tem feito belíssimas pinturas que retratam temas da vida cultural de Capelinha. Em 2010, por exemplo, o tema foi a Feira Livre de Capelinha, “Nossa feira, nossa paixão”, cujas pinturas retratavam cenas da feira e os personagens que nela circulam. O sucesso foi tamanho que diversas pessoas foram ao Galpão Cultural simplesmente para ver a pintura do casal de cegos cantadores, os irmãos Joaquim e Luzia, personagens imprescindíveis da feira de Capelinha.

Tudo isso transformou o Galpão Cultural num dos maiores atrativos da Festa do Capelinhense Ausente, pois é uma das poucas festas regionais que une entretenimento com cultura.

Fontes: Casa da Cultura de Capelinha

Comentário: Este texto não pretende, de forma alguma, ser um documento fiel sobre a história do Galpão Cultural, não tendo nenhum cunho acadêmico. Ao contrário, ele é apenas uma reunião de memórias minhas que se entrecruzam com as de outras pessoas, basaedas nas minhas experiências pessoais quando dirigi a Casa da Cultura e é fruto também da minha convivência com diversas pessoas entre as quais cito Dante Guedes, Sônia Sampaio, Preta Vieira e Fátima Neves. Portanto, nele pode haver dados imprecisos ou incompletos. Assim sendo, deixo livre para que os leitores possam comentar, acrescentar, retirar ou discordar. Basta que entre em contato comigo para que eu possa fazer as devidas correções ou os devidos acréscimos. Sei que diversas pessoas contribuíram significativamente para que o Galpão se tornasse uma realidade, pessoas às quais eu não tenho conhecimento por não ter morado aqui por ocasião do início do Movimento Cultural de Capelinha, da fundação do Grupo de Teatro e da Casa de Cultura. A essas pessoas eu peço desculpas e, num momento oportuno, darei o destaque que elas merecem.

AINDA SE OUVE ECOS DO GALPÃO CULTURAL

"A maior força do Galpão é a sua democracia musical ao acolher uma diversidade de ritmos, estilos e as diferentes formações de grupos cantando MPB, reggae, samba, música regional do Vale do Jequitinonha, música caipira e sertaneja, música alternativa, pop-rock, música instrumental, tudo se integrando em harmonia"

Por Tadeu Oliveira


O mês de agosto segue a passos largos, mas ainda se escuta pela cidade o reboar dos ecos do Galpão Cultural por onde passo, após um mês de sua realização. Felizmente, esse ressoar tem sido positivo e recheado de elogios, embora de vez em quando um e outro pontue sobre algo que ficou a desejar. A maioria das pessoas identifica a minha imagem com o Galpão, muitas vezes atribuindo a mim o sucesso do evento e quando criticam, geralmente direciona o foco da mesma para a administração pública ou alguém ligado a ela. E eu, de forma tranquila e honesta, informo às pessoas que sou apenas o apresentador e organizador do palco do Galpão, sou apenas uma engrenagem entre tantas outras que contribuem para o sucesso ou a derrocada do evento. Felizmente, repito, há mais elogios do que reclamações.

Não pretendo aqui, arvorar-me como porta voz de ninguém e muito menos ser o advogado do diabo. No entanto, lembrando de algo escrito pelo cantor e compositor mineiro Sérgio Santos, criticar não requer apenas informar ou contextualizar. Criticar exige análise, o que implica em um mínimo de formação para se compreender o objeto passivo da crítica. Segundo ele, “o problema está mais naquilo que envolve o seu exercício do que nela em si. Ela em si poderia estar, se bem realizada, muito mais perto de contribuir com uma solução do que de ser um problema”.

A crítica pode ser um benção ou pode ser uma desgraça. Para criticar é necessário ter argumentos e conhecer o tema em questão a fundo. Se ela vai ser construtiva ou destrutiva, depende de como a pessoa a receberá ou aceitará. Isto posto, pretendo aqui opinar sobre o que depreendi nos últimos dois anos que voltei ao Galpão e que tem consonância com as opiniões que ouvi de diversas pessoas: artistas, organizadores e frequentadores. Afinal, uma opinião é algo mais simples, depende do que você pensa ou sente em relação aquele assunto sem precisar de uma análise mais profunda.

Dizer do Galpão de 2011 sem se referir à sua nova estrutura, não tem jeito. A construção de novas e confortáveis instalações pela atual administração é algo altamente louvável. Aumentou o espaço para o público e, principalmente, a segurança. Ainda está na nossa memória aquela viga de madeira que ficava no meio do palco. Ela atrapalhava os artistas, mas era garantia de segurança para que o telhado do velho galpão não desabasse sobre nossas cabeças.

Além da retirada da viga, o portal de acesso ao galpão para quem vem do parque de exposições mudou de lugar, ficando mais ao centro do salão. Isso contribuiu para evitar, quando o galpão fica lotado, que o público se aglomere à frente do palco atrapalhando o show. Além disso, o som que vem do parque de exposições já não incomoda tanto dentro do galpão. Inclusive, para os próximos anos, pode-se pensar em oferecer shows alternativos para as pessoas que vão para festa sem dar muita importância aos megashows, mas que não arredam o pé do Galpão Cultural.

Outro ponto positivo foi o atendimento do barzinho. Ouvi diversas pessoas elogiarem a quantidade de garçons e a agilidade do antendimento. E olha que durante quase todas as noites o Galpão ficou lotado. A qualidade do cardápio também é digna de consideração ao privilegiar a culinária regional. Salgado estava mesmo era o preço, reclamação feita por gente e que eu endosso. Afinal, para comer e beber durante nove noites, haja orçamento recheado. Nem no Carnaval.

A qualidade dos shows e dos artistas que se apresentaram foi o ponto alto e alvo dos maiores elogios. A Banda Odilara fez a abertura do Galpão 2011 caindo nas graças do público quase que como uma unanimidade. Talvez o maior trunfo da Banda Odilara, ao agradar pessoas de variadas gerações e variados gostos musicais, tenha sido o seu repertório, composto em sua maioria da releitura de sambas de sucesso, porém com levadas pop.

Seguindo os mesmos critérios dos anos anteriores, os artistas regionais também tiveram vez. De Minas Novas, terra que carrega a tradição de revelar grandes talentos musicais, vieram o violeiro Osmar Lins, a dupla Gleissinho e Raphaela com um repertório carregado de samba e Marco Pérola, que bateu o ponto no segundo ano consecutivo. De Turmalina, fazendo uma participação especial no show de Osmar Lins, veio o já conhecido Volber Maciel e, de Veredinha, o Coral Vozes das Veredas. Walter Dias, conhecido cantor e compositor do Vale do Jequitinhonha, também marcou presença pela segunda vez no Galpão lançando o seu primeiro CD intitulado "Setembro".

Jéssica deu um show de interpretação
Mas é da cidade de Capelinha que vieram a maior parte dos artistas: Fátima Neves e fihos, Rodrigo Pires, Jederson Cordeiro, Júlio Penna, Guilherme Pimenta, a banda Akasus e as meninas Maria Letícia e Jéssica Souza. Esta última, passou da condição de grata revelação  para protagonizadora, sgundo opinião da maioria, da melhor apresentação do Galpão nesse ano ao trazer um belo repertório que agradou imensamente o público presente. Se compararmos com a sua apressentaçao no ano passado percebe-se a sua grande evolução como intérprete. Sua qualidade vocal também merece elogios. Espero que Jéssica continue evoluindo a cada dia.

Quarteto Amuc
Não se pode esquecer as belas apresentações das bandas de música AMUC, da cidade de Capelinha, e da Banda de Música Prof. Geraldo Magela, de Aricanduva que tocaram os mais variados ritmos da música brasileira. O Quarteto AMUC, um quarteto de sopros formado por músicos da banda local, brindou o público com o melhor do jazz americano das décadas de 1930 e 1940 do século passado. Mas o estilo musical que mais rolou no Galpão foi o samba.

A começar pela Banda Odilara, passando por Rodrigo Pires, Walter Dias, Marco Pérola e fechando a última Madrugada Galpão, Gleissinho e Raphaela. Mas nem só de samba viveu o Galpão. A maior força do Galpão é a sua democracia musical ao acolher uma diversidade de ritmos, estilos e as diferentes formações de grupos cantando MPB, reggae, samba-reggae, música regional do Vale do Jequitinonha, música caipira e sertaneja, música alternativa, pop-rock, música instrumental, tudo se integrando em harmonia.

Grupo Anim'Art
Além das apresentações musicais, o Grupo de Teatro Anim’Art e o Grupo Cultural Adahun trouxeram esquetes que encantaram o público. O Anim’Art, apresentou o “Milagre das Formigas”, texto do minasnovense Carlos Motta. O que pecou foi o barulho que o público fez impedindo uma melhor audição do texto interpretado pelos atores. O Adahun apresentou duas danças afro-brasileiras, tendo o professor Cimael Campos à frente, com destaque para a dança do Maculelê.


Grupo Adahun - Dança do Maculelê
 O Instituto CriaSom, de Capelinha, também teve o seu momento no Galpão ao fazer uma bela apresentação com o coral formado por alunos que participaram de uma oficina de técnica vocal com Walter Dias. 

A feira de artesanato contou com a exposição dos artesãos da PROARTE – Associação de Artesãos e Produtores da Agroindústria de Capelinha que acabaram de comemorar mais uma grande realização ao inaugurarem uma “Loja de Artesanato” permanente no centro da cidade. Também expuseram na feira artesãos de Angelândia, Aricanduva, Minas Novas, Turmalina, Veredinha e Itamarandiba. Essa participação, além de melhorar a qualidade da mesma, permitiu a integração regional e, consequentemente, melhorou consideravelmente a presença do público que nos últimos anos rareava, de acordo com as reclamações de vários artesãos de Capelinha.

A Feira de Artesanato

Esse ano o Galpão inovou no já tradicional domingo livre ao servir o “Almoço no Galpão”. Porém, o que marcou mesmo o domingo no Galpão foi a presença da dupla caipira Rio Doce e Mucuri, de Capelinha. Eles deram um verdadeiro show de música caipira para um galpão repleto de pessoas mais simples, oportunizando a elas o acesso ao Galpão e ao estilo musical que mais lhe agradam.


Rio Doce e Mucuri

Quanto aos aspectos que mais mereceram a reclamação do público foram o excesso de claridade no ambiente, a falta de cadeiras para o público, a falta de uma decoração condizente com a cultura regional, a exemplo dos anos anteriores, e qualidade sonora sendo esta última quase uma unanimidade.

A claridade do ambiente no momento dos shows, a falta de uma iluminação adequada no palco, a ausência de camarim foram pontuações feitas por diversos artistas. Algumas pessoas também acharam o ambiente demasiadamente claro e lembraram que nos anos anteriores a penumbra dava um certo charme ao galpão. O público reclamou a falta de cadeiras, principalmente para os shows que exigiam maior contemplação. Porém, elas estavam lá. Bastava que os interessados as pegassem. Tudo isso são coisas que podem ser resolvidas nas próximas edições.

 No que se refere à decoração, muita gente sentiu falta dos belos painéis pintados nos anteriores. Nos últimos anos, se tornara uma atração à parte. Segundo me informou alguns integrantes da organização responsável por esse quesito, este ano não foi possível fazê-los dada a temática da Cafeicultura e devido ao elevado custo da reforma do Galpão, havendo a necessidade de se atender as exigências de  patrocinadores. E os frequentadores do Galpão esperam que nos próximos anos a decoração com motivos culturais regionais volte a ser a tônica do ambiente. Muita gente pensa que isso não será possível dada a qualidade estrutural do Galpão e uns até argumentam que o Galpão está tomando o mesmo caminho da cidade ao se modernizar sem levar em conta a preservação de prédios antigos. Mas no caso do Galpão, isso é perfeitamente possível, pois já presenciei diversas exposições no Palácio das Artes em Belo Horizonte, que deixava o público com a sensação de estar encravado no meio de um arraial perdido no Vale do Jequitinhonha ou na beira das barrancas do São Francisco, sem nenhum prejuízo às suas características modernas.

Muitos artistas reclamaram que a logomarca do patrocinador estava realçando mais que o próprio artista em foco. Entendo que o patrocínio deve sim, ser destacado, mas um pouco mais de sobriedade talvez o coloque com maior evidência positiva.

O som e a qualidade de seus operadores tem sido, de forma justa, alvo das maiores reclamações durante todas as edições. Cabe ressaltar que não se trata de colocar em xeque os proprietários de som ou as pessoas que operam os equipamentos. O que se percebe é que os técnicos de som parece não estarem preparados para atuar nesse tipo de evento, explorando o melhor de seus equipamentos. Isso ficou notório ao se comparar a qualidade sonora dos shows de Jéssica Souza, Jederson Cordeiro e Walter Dias com os shows anteriores a eles. Pude aferir que os conhecimentos técnicos do profissional da música Walter Dias possibilitou uma melhor qualidade sonora no ambiente, atestada por todos.

Maria Letícia
Na minha opinião, os maiores prejudicados pelo som foram Fátima Neves, o Coral Vozes das Veredas e, principalmente, Maria Letícia. Dou uma ênfase maior a esta última porque entendo que ela  foi a maior prejudicada, entre todos os shows do Galpão.

Foi uma pena o público não ter tido a oportunidade de apreciar o trabalho autoral de Maria Letícia. Insisto em dar ênfase a ela por sua ousadia em ir contra ao establishment musical que impera na nossa sociedade ao trazer para um espaço como o Galpão composições próprias e de muita qualidade. Essa ousadia é própria dos artistas que buscam identidade própria e criatividade acima da média. É natural que sofram todas as agruras próprias de quem busca o lugar ao sol, mas quando ultrapassam as barreiras costumam brilhar intensamente. Um exemplo dessa ousadia é Pedro Morais, que começou sua trajetória impondo o seu repertório e o seu próprio modo de ser e de cantar.

Para eliminar essas discrepâncias, sugiro aos responsáveis pelas licitações do som para o Galpão Cultural procurarem enumerar nos editais quais os equipamentos mínimos necessários para que o espaço tenha uma sonorização digna de sua fama e de sua qualidade ambiental. Digo isso porque o responsável pelas finanças da prefeitura não tem a obrigatoriedade de entender e conhecer quais os mecanismos técnicos para se ter um som de qualidade e, dado a sua condição de cuidar das finanças da prefeitura, sempre escolherá nas licitações o melhor preço apresentado. Sabemos que o melhor preço nem sempre reflete a melhor qualidade.  Em contrapartida, os organizadores responsáveis pela contração de shows e de som informam que a estrutura de som para o Galpão atende a voz e violão. Muitas vezes os artistas teimam em querer trazer instrumentos que não condizem com a estrutura de som, como guitarras elétricas, baixo dentre outros. Quando estes artistas insistem em trazer tais equipamento, o responsável pela sonorização orienta que fica na responsabilidade do artista qualquer outro equipamento que necessite para melhorar a sua apresentação. Porém, não parece ter sido o caso dos equipamentos alugados para esse ano.

Talvez se os proprietários de som fizessem cursos de aperfeiçoamento acústico e de sonorização os problemas resolveriam em grande parte porque a maioria deles são pessoas atenciosas e comprometidas com os artistas que se apresentam.  Por causa das apresentações do Coral de Veredinha no Galpão, adquiri dois microfones apropriados para o canto coral, no entanto os operadores não possuem conhecimentos técnicos que nos orientem qual a melhor maneira de se posicionar no palco.

Outra pequena intervenção que ajudaria na melhoria da qualidade visual e estética das apresentações, principalmente as bandas de músicas e as intervenções culturai feitas pelos grupos locais, seria a construção de pequenos tablados que possibilite o aumento da área de palco e que os sons contratados disponibilizem microfones próprios para captação de som ambiente.

Merece destacar o apoio dos Fundos Municipais de Turismo e do Patrimônio Cultural aos grupos que se apresentaram no Galpão e a vigilância do COMAD-Conselho Municipal Antidroga e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente para que não se comercializasse bebidas alcóolicas para menores de 18 anos.
 
A primeira-dama Conceição Vieira com a banda Odilara

Mas quem merece parabéns e louvores mesmo é a equipe responsável pela organização estrutural do Galpão comandada pela primeira-dama Conceição Vieira, criatura incansável e com uma disposição juvenil e bom humor durante todas os nove dias e noites; Lu Vieira, Secretário Municipal de Assistência Social e responsável pelo barzinho; Branca Alcântara, Secretária Municipal de Cultura e Turismo, responsávbel pela contratação e organização dos shows e grupos culturais. Além deles, merece elogios as assistentes da organização Fátima Arantes e Cula Sampaio, além de todo o pessoal que atuou na cozinha, no atendimento ao público seja nas mesas, no balcão, nos sanitários ou no caixa pela qualidade de serviços oferecida.


Elisângela Alcântara (Branca) com Tadeu Oliveira

Outro fato importante foi a cobertura sistemática de tudo que ocorreu no Galpão, pelo menos por dois blogs, o Canta Minas e o Blog do Reginaldo.

O mais importante de tudo é que o galpão tem proporcionado o surgimento de novos valores, aconchego para o público que cada vez mais crescente, além do fortalecimento da identidade cultural capelinhense e, por consequência,  da identidade regional.
E antes que eu me esqueça, também é digno de nota a bela e justa homenagem feita a uma baluarte da Educação em Capelinha e que deu também a sua contribuição no movimento cultural. Trata-se da professora Maria Odeth Sampaio, conhecida na intimidade por Deth Sampaio.