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Há mais 26 anos , apresento um programa de rádio intitulado "Canta Minas", na rádio Aranãs FM, de Capelinha MG, com enfoque para a música mineira em todas suas vertentes. Sempre fui apaixonado por música e rádio. Assim sendo, tomei a iniciativa de criar este blog com a finalidade de divagar um pouco sobre as minhas impressões durante os mais de 20 anos de programa. Além da música também sou apaixonado por História e Literatura. Aqui, publicarei crônicas, causos e outras lorotas a respeito de tudo que tenho vivido nesse pedaço de chão que é o Vale do Jequitinhonha. E como não pode deixar de ser, também escrevo sobre a minha querida terra natal, Corinto, e outras vivências pelo mundo afora que me ajudaram a construir uma história de gente comum, sem heroísmos, no entanto carregada pelos "sinais de humanidade"!!! Abraços Gerais!!!

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sábado, 11 de junho de 2016

HISTORIADOR DE CAPELINHA PARTICIPA DO SEMINÁRIO VISÕES DO VALE X

O capelinhense Douglas Lima, Mestre em História Social pela UFMG, apresentará pesquisa sobre o discurso do progresso e a seleção do passado no município de Capelinha
Douglas Lima lecionando História
  
O Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha realiza, nos dias 13 e 14 de junho de 2016, em Belo Horizonte, o Seminário Visões do Vale X. A grande novidade desse ano será a participação do jovem capelinhense Douglas Lima, Mestre em História Social pela UFMG (2014) e licenciado em História pela UFMG (2011) que foi classificado para apresentar sua pesquisa sobre "O Discurso do progresso e a seleção do passado" na história de Capelinha.

Douglas Lima parte das visões acerca do progresso e do passado que permearam diversos processos de mudanças sociais e econômicas ocorridas desde o século XVIII para compreender as influências que permanecem até os dias atuais. Segundo ele, "nos últimos duzentos anos, progresso foi entendido como passaporte para um futuro glorioso, necessariamente melhor do que o passado e/ou o presente. Por seu turno, o passado adquiriu ares de obscuridade, de tempo desconhecido ou idealizado e em alguns casos tornou-se sinônimo de atraso. As ciências humanas discutem tais perspectivas de forma crítica, relativizando o lado positivo do progresso e buscando a desmistificar do passado. No entanto, as visões acadêmicas nem sempre estão em consonância com as percepções instrumentalizadas hegemonicamente e os conceitos de progresso e de passado normalmente manejados pela sociedade não são necessariamente os eleitos pelos pesquisadores em humanidades. "

No seu trabalho, o binômio “progresso-passado” é investigado segundo os sentidos que adquiriu em Capelinha, Alto Vale do Jequitinhonha. Como fontes de pesquisa, utiliza-se discursos proferidos por autoridades, livros sobre a história local, jornais, fotografias, relatórios e legislação municipal. Desde o final dos anos 1970, Capelinha transformou-se econômica e socialmente, o que gerou muitos impactos para a população local. Grande parte das mudanças ocorreu em virtude da intensificação das monoculturas de café e de eucalipto no município. A localização geográfica estratégica e o clima propício ajudaram a cafeicultura e a eucaliptocultura a prosperarem em Capelinha. 

Douglas afirma que, diferentemente de outros municípios vizinhos, a partir de então, a economia capelinhense alavancou, gerando empregos nas áreas extrativistas. O café e o eucalipto passaram a sintetizar o “progresso” da conjuntura local. Simultaneamente a esse processo, a sede municipal de Capelinha sofreu intervenções arquitetônicas, que modificaram suas antigas feições. Casarões centenários foram derrubados, dando lugar a edifícios contemporâneos que também simbolizam a “prosperidade” e o “progresso” do município. Em contraposição ao discurso de progresso, disseminou-se uma ideia de que a história de Capelinha tinha um “antes” e um “depois” do café e do eucalipto. O contexto anterior, de desemprego e miséria, foi modificado e ainda que a falta de emprego e a fome não estivessem totalmente erradicadas, tais problemas foram mitigados pela monocultura. Esta percepção social desconsidera aspectos que não se encaixam no discurso de progresso. 

Ele afirma que apesar do “progresso” de Capelinha ser intimamente associado ao café e ao eucalipto cultivados a partir da década de 1970, ele foi uma busca constante das autoridades e das elites locais desde o início do século XX. A retórica do avanço e da ruptura com o passado pode ser percebida nos discursos proferidos na cidade por Juscelino Barbosa, em 1925. Por conta da proeminência da concepção de progresso, a história ocupa um lugar marginal nas narrativas capelinhenses, muitas vezes sendo sinônimo de um “passado” mitificado, idealizado e/ou selecionado. Dessa forma, temas centrais para a história brasileira, como a escravidão e o coronelismo, também observáveis ao longo da história de Capelinha, são referidos a título de curiosidade, como se não se tratassem de aspectos fundantes do próprio processo histórico local. A história como “passado” positivo muitas vezes é associada a alguns indivíduos e algumas famílias, que se destacam nos âmbitos da administração municipal e da economia. Eles são entendidos como os agentes do processo histórico local, tendo o papel de guiar a locomotiva do “progresso” capelinhense.

É a partir do confronto entre os discursos de “progresso” e de “passado”, inscritos nas fontes aqui utilizadas, que a presente reflexão se insere. Busca-se interpretar tais visões segundo suas dimensões históricas, deixando de lado a perspectiva essencializante, afirma Douglas Lima.

VISÕES DO VALE X 

O Visões do Vale tem o objetivo de compartilhar e discutir as diferentes percepções sobre o Vale do Jequitinhonha, através de discussões temáticas nas quais tenham vez e voz as diferentes visões sobre as características, problemas e potencialidades da região.

Como forma de aproximar pesquisadores, agentes governamentais e a população do Vale, o evento discutirá nesta edição o tema desafios da urbanização. Além de conferências e mesas-redondas, serão aceitas comunicações orais de trabalhos de pesquisa e extensão sobre este tema, de diferentes áreas do conhecimento e de qualquer instituição de pesquisa. As comunicações serão organizadas em painéis temáticos, que podem versar sobre os seguintes subtemas: aspectos históricos, demográficos e populacionais, migrações, organização popular e movimentos sociais, educação, cultura e identidade, dentre outros, cabíveis na temática geral do Seminário.

Além de Douglas, outros pesquisadores apresentarão seus trabalhos a partir das 16 horas do dia 14 de junho, terça-feira. Cada apresentação individual, em dupla ou em grupo terá de 15 a 20 minutos de exposição. Na sequência das apresentações será realizado os debates.

QUEM É DOUGLAS LIMA

Natural de Capelinha, Douglas Lima é filho do senhor Valdemiro Alves de Jesus que era conhecido pelo apelido de Coelho e que tinha uma pequena indústria de calçados denominada Sandálias Capelinha e de dona Lucila Aparecida Lima de Jesus, professora do ensino fundamental na Escola Estadual Domingos Pimenta de Figueiredo. Primeiro filho do casal, Douglas tem como irmãos Eduardo, Vanessa e Gustavo, baluartes e companheiros da vida inteira e com quem sempre dividiu cantorias desafinadas em Capelinha, que tornaram-se mais raras, mas segundo ele, quando acontecem são ainda grandes momentos de fraternidade e brincadeiras. Neto de "seu" Zé do Morro, Douglas herdou do avô o interesse pela cultura popular e pelas histórias de migração das pessoas do Vale do Jequitinhonha para a região sul do país.

Cursou a escola pública em Capelinha e no ano de 2004, seguiu para São João Evangelista onde cursou o ensino médio e Curso técnico/profissionalizante, se formando Técnico em Agropecuária na Escola Agrotécnica Federal de São João Evangelista, EAFSJE-MG. Em seguida vai para a capital mineira onde inicia os estudos em Psicologia na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas, que acaba por interromper no no de 2007.

Em 2008, se matricula no curso de História da Universidade Federal de Minas Gerais, Campus Pampulha em Belo Horizonte, onde se licencia em História em 2011. Em 2012, inicia o mestrado em História (Conceito CAPES 6) também pela UFMG, onde tornou-se Mestre em História Social da Cultura, em 2014, ao defender pesquisa intitulada "Polifonia das alforrias: significados e dinâmicas das libertações de escravos nas Minas Gerais setecentistas". 

Entre 2008 e 2011 foi bolsista de Iniciação Científica PIBIC/CNPq. Foi membro da coordenação da Oficina de Paleografia - UFMG (2012 a 2014). De 2013 a 2015 foi professor efetivo na rede estadual de educação de Minas Gerais, atuando no Ensino Fundamental. Atualmente é professor designado no Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais, onde leciona para estudantes de Ensino Médio. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil colonial e conexões com África, América espanhola e Europa, atuando principalmente nos seguintes temas: escravidão, alforrias, tabelionato, trânsito cultural, história comparada.

Tadeu Martins e Douglas Lima conversando sobre o Vale.
Conheci Douglas Lima no final do século passado, logo quando cheguei em Capelinha. Ele era estudante do ensino fundamental na Escola Estadual Dr. Juscelino Barbosa. Lá, batíamos muito papo na hora do recreio sobre assuntos variados: cultura, música, literatura,  política, História, Capelinha, Vale do Jequitinhonha dentre outros. Logo percebi o seu interesse e curiosidade em saber e entender o porquê das estruturas e o que está por trás das mesmas. Várias foram as noites em que passávamos conversando até altas horas, o que muitas vezes custou repreensões da sua mãe. Assim, compreendi que estava diante de um grande pesquisador para o futuro. Felizmente, o futuro chegou e Douglas começa a dar passos largos em direção a uma vida acadêmica consistente e pródiga. 

Embora resida em Belo Horizonte, Douglas Lima sempre se mostrou interessado e preocupado em discutir  e buscar soluções para os problemas sociais da sua cidade. Tanto que, juntamente com outros jovens capelinhenses, criaram o MMC - Movimento Muda Capelinha que muito contribuiu para a discussão da conscientização política local, da cidadania e participação popular num contexto em que a cidade vivia da possibilidade de se concretizar um dos seus maiores sonhos que é a presença de uma universidade federal. Mas, esses jovens não ficaram restritos apenas a Capelinha e começaram a situar os problemas e conquistas do município dentro do cenário do Vale do Jequitinhonha. Assim, eu mesmo já tive a oportunidade de participar de eventos culturais em diversas cidades do Vale junto com ele e sempre buscamos a compreensão dos fatos que vivenciamos.

A despeito dos muitos planos que temos a realizar juntos, desejo de todo coração que Douglas Lima brilhe cada vez mais na pesquisa da nossa história.

Outras informações sobre o evento estão disponíveis em nosso portal: 
Solicita-se confirmar presença pelo e-mail: polojequitinhonhaufmg@gmail.com



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

SEU AURÉLIO É ELEITA A MELHOR BANDA DE ROCK DE CAPELINHA MAIS UMA VEZ

Por Tadeu Oliveira


O Seu Aurélio surgiu na cidade de Capelinha no ano de 2012, através do reencontro de alguns amigos que na infância e adolescência dividiram bancos escolares, aventuras em quintais de moradores locais onde furtavam frutas e jogos eletrônicos no fliperama Sub-Zero, cujo proprietário inspirou o nome da banda.

Antes de se tornar o Seu Aurélio, os meninos lapidaram seus talentos na banda “Especial Charlie Brown Jr.”, cover das versões acústicas dessa banda. O sucesso e o reconhecimento foram tão grandes que eles resolveram alçar voos mais altos. Partiram para um novo formato que juntava à pegada do rock a oralidade que marca a cultura da região ao compor canções cujas letras remetem aos causos regionais do Vale do Jequitinhonha, principalmente da cidade de Capelinha. Isso fica evidente nas composições autorais “O Chico”, “Zub-zero” e no próprio nome do conjunto.

A banda possui pouco tempo de estrada, mas muitos shows na bagagem e foi eleita nos anos de 2014 e 2015 como a melhor banda de rock da cidade de Capelinha através de pesquisa de opinião pública realizada pela REVISTA SOU MAIS MINAS.

Atualmente a banda é formada por Jonh Luiz, Lucas Neves, Carlos Geovane (o Dudu), Matheus Mozelli, Flávio Henrique, Jésus Alecrim e Fernando Cordeiro.

E o que faz o Seu Aurélio brilhar cada vez mais é o fato de seus integrantes manterem acesa a chama da amizade construída na convivência da adolescência e fortalecida na consonância de acordes enlaçados pela magia do rock quando eles se juntam no palco.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

FOLCLORE DE CAPELINHA: A LENDA DA MULHER GIGANTE

No próximo dia 22 de agosto, sexta-feira, comemora-se o Dia do Folclore. E para comemorarmos, esta semana eu publicarei diversos causos e lendas da cidade de Capelinha. Vai aí o primeiro causo: 


A LENDA DA MULHER GIGANTE

Conta-se que, há muitos anos, em uma noite, a lua iluminava francamente as desertas ruas de Capelinha, quando uma viúva andava com suas três filhas,voltando de uma visita a um doente. Já passava da meia-noite. Iam em direção à sua casa, que ficava na rua Dr. Juscelino Barbosa, defronte onde é hoje o salão paroquial.

Andavam apressadas, pois já era muito tarde.

A noite estava fria e muitas corujas piavam lá pelas bandas da várzea, que é como se chamava a rua Governador Valadares. As mulheres andavam juntas uma às outras e, no meio da noite, ouvia-se o toc... toc... toc... dos seus sapatos de encontro às pedras do caminho.

Estavam já próximas à casa onde moravam. Passavam agora diante de uma rua bem estreita e sombreada pelas árvores que se balançavam ao sopro gelado do vento. Ao lado, ficava uma casa muito antiga, hoje reconstruída, onde mora o Sr. Gerson Martins.

A noite ia alta. De repente, a viúva e suas filhas ouviram um forte ruído: chep... chep... chep... 

Que barulho seria aquele?

Nossa! Próximo à casa antiga, estava o vulto de uma mulher enorme, de aproximadamente dois metros de altura, saia até os pés,lenço branco na cabeça e braços cruzados sobre o peito. Andava vagarosamente. Tomou a direção do beco e agora passava pelas árvores.

As mulheres, pasmadas pelo medo, perderam a voz. Agarravam-se umas às outras, com espanto e, trêmulas, apontavam para o vulto que desaparecia na imensidão da noite.

Hoje, pergunta-se de onde teria saído aquela Mulher Gigante, que vagava pela noite a dentro e enchera de terror a viúva e as filhas?

Fonte: Setor de Patrimônio Cultural de Capelinha.

domingo, 25 de agosto de 2013

ALGUMAS LEMBRANÇAS DA ORGANIZAÇÃO DO TEATRO EM CAPELINHA


Por Tadeu Oliveira

Nos dois últimos programas Canta Minas, 18 e 25 de agosto, eu entrevistei duas pessoas que são ativistas culturais em Capelinha: Reginaldo Rodrigues, presidente do Grupo de Teatro Anim’Art e Preta Vieira, uma das fundadoras do GTC - Grupo de Teatro de Capelinha e atual diretora-presidente da Casa da Cultura de Capelinha. O bate papo com Reginaldo e Preta visou dar um panorama da construção histórica do teatro capelinhense.

Sempre acompanhei com interesse os movimentos culturais do município. Antes de vir morar aqui, eu já tinha notícias dos movimentos culturais existentes ou que já existiram, tais como: Semana da Cultura, Grupo de teatro, Casa da Cultura. A partir de 1997, quando vim morar em Capelinha, passei a integrar o movimento cultural local, oportunidade que me permitiu conhecer um pouco mais a história da construção e organização das atividades culturais do lugar.

Segundo registros existentes nos arquivos da Casa da Cultura e diversos relatos que obtive através de conversas informais com várias pessoas fundadoras do movimento cultural capelinhense, tudo começou no ano de 1981, quando em Capelinha se encontravam técnicos e assistentes do Programa MG II, pessoas que, por zelo natural, gosto pelo fazer cultural e artístico, apresentaram-se criativas, dentre as quais se destacou a socióloga Jane Simões, para cuja residência convergiam Sônia Sampaio, Preta Vieira, Marlene Matos, Detinha Peixoto. Cássio (Prof. Quincas), entre outros, em busca de lazer e troca de idéias. E foi através deste convívio que Jane Simões apresentou várias propostas aos então jovens entusiastas capelinhenses.

Em janeiro de 1982, se encontrava em capelinha Belisário Barros, diretor de teatro de Belo Horizonte, a convite de Jane Simões que organizou a primeira oficina de teatro, que teve como resultado a apresentação da “Morte e Vida Severina”. A ideia, como uma semente que lançada em terra fértil produz bons frutos, foi acolhida por consenso e o bastante para que em 08 de julho de 1983 se criasse oficialmente o G.T.C. – Grupo de Teatro de Capelinha. Enfrentando preconceitos e adversidades estes jovens mantiveram o firme propósito de se amadurecer, de se impor e conquistar o seu espaço.

Após realização de várias peças teatrais chegou o momento de, arrojadamente em 1984, criarem a I Semana de Cultura que mobilizou para a cidade pessoas de muitos lugares e grandes expressões da arte e cultura do Vale do Jequitinhonha, com objetivo de despertar na gente de Capelinha e região os seus valores.

Em 1985, membros do G.T.C. participaram do II EPC – Encontro Popular de Cultura o que levou a geminar o embrião da Casa da Cultura. Esta surgiu em 1987 com tamanha força e juntamente com o grupo de teatro passou a fazer frente de todos os eventos culturais de Capelinha.

Apesar do Grupo de Teatro e da Casa da Cultura de Capelinha terem dado uma grande contribuição dos valores culturais de Capelinha também alertaram para questões importantes como a situação do menor abandonado, do idoso, a questão ambiental, além de terem divulgado de forma brilhante o nome da Capelinha para vários pontos do país. Tendo caráter apartidário e respeitando as diferenças filosóficas e religiosas da comunidade, ambas as entidades nunca contaram com o apoio efetivo dos órgãos competentes. Sobreviver nestes anos foi uma atitude quase milagrosa.

Vale a pena ressaltar que foi através destas entidades que o povo de Capelinha conheceu show de praça, uma rua de lazer, conheceu o teatro e teve, de novo, acesso a uma biblioteca sempre gratuitamente. A falta de apoio teve como consequência a total desarticulação das entidades que tiveram que guardar suas coisas e sair a procura de formas alternativas para manterem o funcionamento.

O período compreendido entre 1990 e 1997 foi marcado pelo marasmo, desarticulação, fato comparado a um doente em estado de coma. Mesmo assim, neste período, foram realizadas duas Semanas da Cultura. A partir de 1998 a vontade de reestruturar as entidades voltou à tona e nova diretoria foi eleita. Nessa época, a Casa da Cultura foi mantida com o apoio da ACIAC (Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Capelinha) e do SIND-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação, sub-sede de Capelinha).

Há de ressaltar ainda que, embora Araçuaí tenha hoje o maior destaque do teatro no Vale do Jequitinhonha, o GTC foi uma grande referência para o Grupo Vozes, daquela cidade. E, nos tempos atuais, os fazedores de teatro de Araçuaí tornaram-se referência para o Grupo Anim’Art de Capelinha.

NO INÍCIO DO SÉCULO XXI SURGE UM NOVO CICLO

Nos anos de 1999 e 2000, tive o privilégio de ocupar o cargo de diretor presidente da Casa da Cultura de Capelinha, oportunidade em que reativamos o Grupo de Teatro local. Para isso, o ator e antigo membro do GTC, Amauri Costa, fez algumas oficinas com os novos atores contando também com a minha produção e co-direção. Essa nova safra contou com a pariticipação dos irmãos Jefferson Rayneres e Juvenal Cordeiro Filho, de Lettícia Camargos, Mariana Paranhos, César Sampaio, Wendhel Damasceno, Jocélio Campos e Fábio Martins. Dessa oficina montamos a peça “Pluft, o fantasminha”, de Maria Clara Machado. A peça foi apresenta diversas vezes em Capelinha e também na cidade de Itamarandiba.

Logo após a apresentação da peça “Pluft, o fantasminha”, o GTC apresentou a peça “Brasil Raízes”, com produção e direção de Tadeu Ribeiro. A peça “Brasil Raízes” foi uma homenagem aos 500 anos do Brasil. Devido a algumas dificuldades e diversos acontecimentos, novamente o GTC se hiberna o teatro só voltaria a ter destaque com a chegada de Paulinho a Capelinha. Com ele, surgem novos atores como Kandacy, Naiara Santos e Lucas que fazem brilhantes atuações na peça “O Homem”. Com a partida de Paulinho de Capelinha, novamente o teatro entra em decadência até que, no ano 2005, com o incentivo de Preta Vieira alguns jovens resolvem criar um grupo de teatro a partir uma oficina. É daí que surge o Grupo de Teatro Anim’Art. Numa próxima publicação, relataremos um pouco da história desse grupo.





domingo, 14 de julho de 2013

HOJE NO GALPÃO CULTURAL TEM VIOLA CAIPIRA E MUITO SAMBA NA MADRUGADA

João da Viola fazendo  estripulias na cordas
Foto: Tadeu Oliveira
O Galpão Cultural desse ano começou prometendo ser um dos mais animados dos últimos anos. A primeira noite foi um sucesso, deixando todo público presente extasiado. Não faltaram emoção, alegria, animação e muita gente boa cantando. 

O Galpão Cultural é sinônimo de encontro, comunhão e fortalecimento dos laços culturais que reforça cada vez mais a identidade capelinhense. A segunda noite do Galpão Cultural promete ser mais animada que a primeira. Hoje teremos os Amantes da Viola e o Grupo Sambart. Vamos nessa, galera!!!

OS AMANTES DA VIOLA

Dupla formada por Geraldo Gonsalves Silva e João Araújo Rodrigues, o João da Viola.

Geraldo começou a cantar e tocar violão em 2001, quando formou a dupla Marcelo & Juliano, com o violeiro Oldair José.  Em 2007, acompanhou a dupla Edgar & Alexandre tocando guitarra e violão.

De 2010 a 2011, Geraldo Gonsalves acompanhou a dupla Rio Doce & Mucuri, sempre tocando guitarra e violão.

Em 2012, ele se junta ao João da Viola para formar a dupla Os Amantes da Viola. Além de música sertanejas, Geraldo também é apreciador da MPB e outros gêneros populares.

O João Araújo, conhecido por João da Viola é natural de Minas Novas e é veterano na estrada da música. Começou sua carreira em 1979, fazendo dupla com Manuel Pepino, também natural de Minas Novas. Com essa formação, João da Viola venceu diversos festivais: em 1984, venceu um festival em Minas Novas junto com o Pereira da Viola, em 1987, venceu outro festival, em Ribeiro Preto, junto com outra dupla famosa: Lourenço e Lourival e em 1993, João da Viola e seu companheiro Manuel Pepino venceram o festival da cidade de Baití, no interior do Paraná.

Aqui em Capelinha, João da Viola fez diversas duplas em parceira com Dimas & seus Teclados, com o senhor Antônio Mendes, quando formou a dupla Rio Doce & Mucuri com quem também gravou um CD.

João da Viola também participou da banda Sedução do Forró e atualmente forma a dupla Os Amantes da Viola com Geraldo Gonsalves, tocando e cantando em toda região.


sábado, 13 de julho de 2013

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO GALPÃO CULTURAL 2013

RESGATE CULTURAL, TRADIÇÃO PRESERVADA!

Este ano, o Galpão Cultural traz como tema “Resgate Cultural, Tradição Preservada”. A intenção é difundir e manter vivas as iniciativas culturais, folclóricas e religiosas que desafiam o tempo e permanecem no cotidiano de Capelinha. Esse tema, inclusive, integra as ações propostas pela Secretaria Municipal de Cultura em 2013.

O painel no fundo do palco resgata, em fotos envelhecidas, as principais tradições locais como a feira livre, serestas, desfiles cívicos, bumba-meu-boi, caboclinhos, banda de taquara, dança do vilão, pau-de-sebo, fanfarra, festa do Divino, procissões, coroações, culinária, artesanato e muito mais.

Os painéis nas janelas retratam a história de Capelinha, desde sua fundação até os dias atuais. Nas paredes estão estampadas peças artesanais e decorativas sobre o tema.

Viva intensamente todos os momentos do Galpão Cultural. Aqui tem: boa música, shows, recitais, feira de arte e artesanato, produtos da agricultura familiar, prosa em dia e, é claro, as delícias do mais autêntico cardápio capelinhense. Isso é o mínimo que podemos oferecer a você!



GALPÃO CULTURAL 2013 COMEÇA COM SHOW DE GUSTAVO MAGUÁ

Gustavo Maguá
(Foto: Facebook pessoal)
Identificado como espaço da diversidade e da cidadania no Jequitinhonha, o Galpão Cultural reúne todos os anos, na semana que antecede a Festa do Capelinhense Ausente, os atores culturais de Capelinha e região. São artistas musicais, atores do teatro, artesãos ou lúdicos, que divulgam seus trabalhos num espaço multiidentitário com participação de toda a comunidade.


O Galpão Cultural é um espaço reservado para o artesanato, abriga um barzinho que prepara comidas típicas como a farofa de andu e o tropeiro e bebidas geladas variadas. A programação começa hoje, sábado que antecede à abertura da Festa do Capelinhense Ausente, quando há as primeiras exposições e apresentações musicais. Serão oito noites com muita música contemplando também a madrugada. Por aqui passarão artistas, a maioria, naturais de Capelinha ou que residem em Cidades da região.

domingo, 30 de junho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

EXPOSIÇÃO DE ARTE EM CAPELINHA TEM PRESENÇA DO ARTISTA GILDÁSIO JARDIM

Numa realização do Café Aranãs, a exposição "Jardim estampado de gente" começa hoje no Galpão Cultural, na abertura do circuito gastronômico JequiSabor, e passará por diversos locais em Capelinha

Começa hoje a exposição das obras do artista plástico Gildásio Jardim, da cidade de Pe. Paraíso-MG.  Intitulada "Jardim estampado de gente", com curadoria de Tadeu Oliveira e colaboração da Amba Musical, a exposição ficará durante 30 dias em Capelinha e será itinerante. 

A exposição será aberta na noite do dia 27 de junho na abertura oficial do JEQUISABOR - Festival Gastronômico e Cultural 2013, que acontecerá no Galpão Cultural Maria Odeth Sampaio a partir das 20 horas.






(*) Confira o roteiro da exposição "Jardim estampado de gente":

27/06 - abertura oficial do JequiSabor, às 20h, no Galpão Cultural Maria Odeth Sampaio. Entrada somente com convites.

28/06 a 01/07 - Kapela Café (JequiSabor)

02/07 - Ripa Pizzaria & Restaurante - (JequiSabor)

03/07 - Usina Geraldo Neto - Inauguração da loja, à partir da 10h

04/07 - E.E. Professora Geralda Otoni Barbosa

05/07 - E.E. Domingos Pimenta de Figueiredo

06/07 - Restaurante, Pizzaria e Churrascaria Cascata (JequiSabor)

10 e 11/07 - Casa Vieira (JequiSabor)

12/07 - Sexta Cultural - Casa da Cultura de Capelinha

13 a 21/07 - Galpão Cultural - Festa do Capelinhense Ausente

E ainda:

Banco do Nordeste - data a definir

Demais escolas estaduais - data a definir

Caso alguma entidade desejar receber a exposição em suas dependências, contate Tadeu Oliveira pelo celular (33) 9104-0497 ou pelo e-mail gtadeu62@hotmail.com 

(*) Programação sujeita a alterações.


JEQUISABOR: CAPELINHA SABOREIA O QUE HÁ DE MELHOR NA CULINÁRIA REGIONAL

Começa hoje em Capelinha o mais importante e esperado circuito gastronômico da região, o  JEQUISABOR – Festival Gastronômico e Cultural, que tem por finalidade desenvolver o turismo o cultural sustentável, através da educação e cultura da hospitalidade. Idealizado por Ereni Pimenta, o JEQUISABOR tem como fórmula de sucesso  a mistura saborosa de pratos deliciosos da cozinha regional através de temperos e sabores típicos da culinária de raiz com as manifestações culturais populares.

A abertura do roteiro gastronômico será hoje, dia 27 de junho, no Galpão Cultural Maria Odeth Sampaio, às 20 horas. Para ter acesso ao evento foi necessário adquirir convite antecipadamente.

Uma grande atração do JEQUISABOR 2013 é o lançamento da exposição "JARDIM ESTAMPADO DE GENTE", com telas pintadas pelo artista plástico de Padre Paraíso, Gildásio Jardim, numa cortesia do CAFÉ ARANÃS e curadoria de Tadeu Oliveira.

Em sua  9ª edição, JEQUISABOR já teve edições em outras cidades: Turmalina, Itamarandiba e Minas Novas.

O JEQUISABOR será realizado do dia 27 de Junho ao dia 13 de Julho de 2013.

Confira abaixo o circuito gastronômico nas casas participantes:

27/06 - Coquetel de Degustação - Galpão Cultural

28/06 - Restaurante Girassol - especialidade: Girassol do Vale

29/06 - Kapela Café - especialidade: Espeto Kapela

30/06 - Açaí & cia - especialidade: Festival de Açaí e Milk Shake

02/07 - Ripa Pizzaria & Restaurante - especialidade: Tropa do Ripa

03/07 - Chapadão - especialidade: Trem bão

04/07 - Restaurante Sabor de Minas - especialidade: Lagarto exibido c/ batata bolinha e bacon

05/07 - Bar do Batista - especialidade: Feijãoquinha na costela do rabicó ou percoço glu glu glu

06/07 - Restaurante Cascata - especialidade: Arrumadim de quatro

10/07 - Casa Vieira - especialidade: Festival de crepes

11/07 - Foliarte - especialidade: Folia de peixe

12/07 - BR Mania Trevo - Saideira JequiSabor 2013.

13/07 - Encerramento na abertura do Galpão Cultural 2013.

Confira aos domingos no Programa Canta Minas a agenda semanal do JequiSabor e os shows com artistas locais. 




sexta-feira, 21 de junho de 2013

CAFÉ ARANÃS APRESENTA "JARDIM ESTAMPADO DE GENTE"

Empresa realiza em Capelinha exposição com o artista plástico Gildásio Jardim, mineiro de Padre Paraíso, com curadoria de Tadeu Oliveira


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O Café Aranãs é uma empresa que sempre valorizou a cultura do Vale do Jequitinhonha. E uma vez mais, esta empresa do setor da cafeicultura traz um grande artista do Vale do Jequitinhonha à cidade. 

Intitulada "Jardim estampado de gente", a exposição ficará durante 30 dias em Capelinha e será itinerante: a mesma passará por escolas, bancos, estabelecimentos comercias e institucionais.

A exposição será aberta na noite do dia 27 de junho na abertura oficial do JEQUISABOR - Festival Gastronômico e Cultural 2013, que acontecerá no Galpão Cultural Maria Odeth Sampaio, às 20 horas.

O CAFÉ ARANÃS
Fundado em 1992, o Café Aranãs tem o seu nome ligado tanto ao mito de fundação quanto à história da cafeicultura de Capelinha. Afinal, o termo indígena Aranãs vem significar justamente “aves provenientes do sul”. E o empresário Sérgio Meirelles Filho é um cafeicultor proveniente do sul de Minas!

A empresa há mais de 20 anos oferece produtos de qualidade desde as etapas do cultivo e torrefação, até chegar à sua mesa. E cabe a você, como todo bom brasileiro que se preza, apenas escolher o acompanhamento de sua preferência: seja pão-de-queijo, bolo de fubá, biscoito de polvilho, uma boa talhada de queijo ou, como dizem os mineiros, café com língua! Isto mesmo! Um cafezinho pra esquentar a prosa!

Desde que o Café Aranãs entrou no mercado, o consumidor elogia o seu padrão de qualidade, um dos maiores atributos da empresa. Afinal, o interesse do Café Aranãs não é o de ser o maior torrefador da região, mas sim o melhor ao produzir sempre um café de qualidade!

Recentemente, após investir em várias pesquisas, a EPAMIG desenvolveu uma nova variedade de café cujo nome é uma homenagem à cafeicultura desenvolvida em Capelinha e todo leste mineiro: Aranãs.

Se a arte e a cultura sempre tiveram um grande número de amantes do café como Johan Sebastian Bach (1685-1750), Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) e Cândido Portinari (1903-1962) só para citar alguns, a empresa tem um compromisso de apoiar vários eventos e artísticos e culturais em Capelinha e região, dando-lhes o seu devido valor.


QUEM É GILDÁSIO JARDIM
Artista plástico e professor de Geografia, natural de Padre Paraíso - MG, cidade do médio Vale do Jequitinhonha, esse emergente artista pinta desde os 13 anos de idade quando ainda era morador da comunidade Abelha Brava, na zona rural de sua terra natal.
No início sua pintura era só decorativa: paisagens, flores e animais. Ao ingressar no curso de licenciatura em Geografia pela UNIMONTES, recebe influências acadêmicas que acabam por influenciar sua arte. E ao frequentar o FESTIVALE (Festival da Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha), cuja maior característica é o de ser um festival itinerante, lança um outro olhar sobre sua própria realidade.
Dono de uma técnica singular e inovadora, Gildásio Jardim produz pinturas em telas confeccionadas em tecido chita de variadas estampas que são lembranças que povoam seu imaginário desde a infância vivida no meio da gente do sertão do Vale do Jequitinhonha, provocando a fusão dos personagens e as cores de suas vestimentas com a própria tela. Assim, de cada estampa desabrocha um personagem ou uma experiência vivida e/ou sentida da cultura popular.

CURADORIA E MONITORIA: TADEU OLIVEIRA
Graduado em História, há mais de 10 anos Tadeu Oliveira apresenta o programa Canta Minas – O Som das Gerais na rádio Aranãs FM, de Capelinha.

Sempre antenado com as manifestações artísticas e culturais de Capelinha e do Vale do Jequitinhonha, há mais de 10 anos atua em parceira com o Café Aranãs organizando eventos artísticos e culturais.

COLABORAÇÃO: AMBA MUSICAL
A Amba Musical é um projeto artístico-cultural desenvolvido e mantido pela AMBA (Associação dos Moradores do Bairro Aparecida), da cidade de Capelinha. Alguns dos adolescentes e jovens que participam do projeto colaboram como monitores nesta exposição.


SERVIÇO:
EXPOSIÇÃO: “JARDIM ESTAMPADO DE GENTE”, do artista plástico Gildásio Jardim, de Padre Paraíso MG
Local: Exposição itinerante na cidade de Capelinha MG
Data: de 27 de junho a 27 de julho de 2013
Curadoria e Monitoria: Tadeu Oliveira
Apoio Cultural: Programa Canta Minas
Colaboração: Amba Musical
Realização: Café Aranãs

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

JEDERSON CORDEIRO FAZ BELA APRESENTAÇÃO NO 30° FESTIVALE


O Capelinhense Jederson Cordeiro canta a música Renascer, de sua autoria, e é forte concorrente no Festival de Música do 30° FESTIVALE, em Medina

Por Tadeu Oliveira



Ontem à noite, dia 24 de janeiro, debaixo de muita chuva aconteceu a primeira noite do Festival de Música "Luciano Camargo", evento realizado dentro do FESTIVALE.

O músico capelinhense Jederson Codeiro feliz belíssima apresentação da música Renascer, de sua autoria, e é forte concorrente a alguma premiação. Além dele, mais nove concorrentes apresentaram suas canções. Hoje acontecerá a segunda noite com a apresentação de mais 10 concorrentes. 

Amanhã, sábado (26), acontecerá a apresentação das 10 músicas selecionadas entre as 20 concorrentes para aí acontecer a premiação dos primeiros lugares.

A cidade de Capelinha se faz presente no 30° FESTIVALE através de representantes da Casa da Cultura, de setores culturais independentes como o Instituto CriaSom, da Rádio Aranãs FM e do programa Canta Minas.



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CARTA DO SR. ULISSES BATISTA AO CANTA MINAS



Ao Sr. Tadeu Oliveira – Programa “Canta Minas”

Hoje, à mesa da cozinha, saboreando o almoço em companhia de minha família, ouvimos a transmissão da entrevista que dei ao programa “Canta Minas” - Rádio Aranãs FM, conduzida pelo Sr. Tadeu Oliveira.

Agradeço pela homenagem, por toda a atenção a mim dispensada, e pelo respeito com que foi transmitida a nossa conversa.

Aproveito para desejar mais sucesso ao Programa “Canta Minas”, deixando aqui o meu estímulo para que continue a conversar com as pessoas de nossa cidade, especialmente com aquelas que vivenciaram muitas experiências e conhecem esta terra desde os tempos mais antigos.

Em meu nome, de minha esposa Luzia e de toda a minha família, desejo que outras famílias passem muitos domingos agradáveis, embalados pelas histórias de vida de nossa gente, com a certeza de que muitos capelinhenses trazem importantes relatos de vida e lembranças bastante significativas.

Meus agradecimentos a todos, desejando saúde e muita música em suas vidas.

Ulisses Batista

Capelinha, 30 de setembro de 2012.

Comentário: Sou eu que tenho a obrigação de agradecer à família Batista, em especial à Luciana Justus, por me conceder a honrosa oportunidade de entrevista o Sr. Ulisses Batista, patrimônio humano/histórico/cultural/musical de Capelinha.

Infelizmente, devido à limitação do tempo do programa, não pude transmití-la na íntegra. No entanto, na medida do possível, escreverei crônicas sobre os assuntos que o Sr. Ulisses abordou como por exemplo, o ofício de guardador de fios junto aos Correios & Telégrafos, profissão que ele herdou do seu tio de criação, dos giros pelos bares e "butecos" de Capelinha na companhia do inseparável bandolim e de outros músicos históricos da cidade.

Há uma passagem interessante, que não foi ao ar: o Sr. Ulisses fala do bar Chora Viola, do meu amigo "Seu" Geraldo da Viola. Ele lembra (e até cantarola "Maria Helena és tu a minha inspiração") que a música "Maria Helena", composição de Lorenzo Barcelata, Russel e Haroldo Barbosa foi cantada diversas vezes nos encontros das tardes de domingo no referido bar, numa cortesia à Dona Helena (Maria Helena), esposa de Seu Geraldo. Sr. Ulisses recorda que o Seu Geraldo sempre dizia que "ela gosta de cantar essa música".

 E o senhor Ulisses pode ter certeza que seguirei o seus conselho na íntegra, qual seja, o de entrevistar pessoas que "vivenciaram muitas experiências e conhecem esta terra desde os tempos mais antigos."

Muito obrigado à esposa, filhos e filhas, genros, noras, netos e netas do Sr. Ulisses Batista pelo carinho e consideração com a qual me receberam para a entrevista.

Ao Sr. Ulisses eu desejo que continue ainda por muito tempo no meio de nós, nos ensinando que a vida, embora seja de muita luta, não se resume apenas labuta do dia-a-dia. É necessário celebrar, divertir, cantar, confraternizar para tornar nosso fardo e nossa alma mais leve. Como dizia o poeta: "Há que se cuidar do broto pra que a vida nos dê flor e frutos".

Muito obrigado a todos da Família Batista.

Tadeu Oliveira




domingo, 19 de agosto de 2012

ALUNO DA E.E. PROF. GERALDA OTONI É ESCOLHIDO EM CONCURSO LITERÁRIO

Nessa semana eu eu bati um papo muito legal com um estudante da Escola Estadual Professora Geralda Otoni Barbosa chamado Breno Fernandes da Cruz, de 13 anos, que foi selecionado num projeto de leitura desenvolvido pelo escritor baiano Laé de Souza.

A Escola se inscreveu no projeto Ler é bom, experimente! e Minha escola lê, através da iniciativa da supervisora Eliane Maciel, que contou com a participação de alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e de alunos dos 8ºs e 9ºs anos do Ensino Fundamental.

O escritor e mentor do projeto, Laé de Souza, enviou para a escola a coleção Acredite se Quiser para que os professores trabalhassem com os seus alunos. Os alunos, após lerem a coleção, deveriam desenhar (no caso, os alunos do 1º ao 5º ano) ou escreverem crônicas (no caso, os alunos do 8º e 9º anos). A escola selecionou 03 cronicas que foram enviadas para o escritor Laé de Souza em São Paulo.

Lá, elas se juntaram a outras crônicas de diversos estados do Brasil a fim de serem selecionadas 23 que integraram o livro As melhores crônicas dos projetos de leitura Volume 4, ano de 2012, editado pela Editora Eco Arte. 

É aí que entra a históira do aluno Breno. Ele foi selecionado entre diversos alunos do brasil pra fazer parte desse livro com a crônica Problemas à parte, Queixada se elege vereador que você pode conferir ao final desse texto.

O lançamento do livro aconteceu no dia 11 de agosto, sábado passado, às 4 da tarde lá na 22ª Bienal Internacional do Livro no Anhembi em São Paulo. O Breno esteve presente no lançamento junto com a Diretora da E.E. Pr. Geralda Otoni, Maria Helena Barbosa da Silva, conhecida como Leninha Barbosa. Eu estive na escola e bati um papo com o Breno, aluno do 8º ano do Ensino Fundamental e com a diretora Leninha. Confira a entrevista no programa Canta Minas desse domingo, 19.

LEIA A CRÔNICA NA ÍNTEGRA:

PROBLEMAS À PARTE, QUEIXADA SE ELEGE VEREADOR

Autor: Breno Fernandes da Cruz – 13 anos
Professora: Rogéria Maria Alves Pimenta
Escola: E.E.”Professora Geralda Otoni Barbosa”
Cidade: Capelinha – MG

          Como de costume, aos sábados, reuniram-se no bar do Magrão vários amigos para tomar uma pinguinha e falar de mulheres e futebol. Mal sabiam eles que do outro lado da cidade estavam suas esposas, gastando todo o limite do cartão, além de juntarem-se para criticar os respectivos maridos.
          Mas esse era um dia especial. Todos, incluindo as mulheres, esperavam pelo resultado da eleição do Pastor Queixada e bebiam uma pinguinha para tentar esquecer os problemas.
          Neilando 2000 só pensava em pagar as contas para começar o novo milênio com o pé direito.
          Januário, de joelhos, pedia desculpas à mulher quase todos os dias pelo atrevimento de ter gritado com ela.
          Belarmino não queria nem saber de carnaval e tentava reconquistar a mulher que perdera após uma briga.
          O prefeito, com mania de grandeza, procurava construir em sua cidade com apenas três ruas, oito casas, um restaurante e um bar, um estádio de futebol para receber a final da Copa do Mundo. Como sonhava, coitado!
          Mas, problemas à parte, todos esperavam pela eleição do Pastor Queixada que, por sua vez, prometeu a todos a solução de seus problemas, mesmo sabendo que seria praticamente impossível cumprir essa promessa.
          A tensão tomou conta do bar do Magrão no momento em que os votos começaram a ser apurados e algumas horas depois saiu a esperada notícia de que Queixada havia sido eleito.
          A tensão deu lugar à alegria e a pinga rolou solta e, apesar de ter negado, acredito que naquele dia até o Pastor Queixada relembrou os velhos tempos e bebeu uma pinguinha.
          Agora, só resta a ele torcer para que todos encham a cara e se esqueçam de suas promessas impossíveis.